Tendências em viagens por Rogéria Pinheiro
O coração do Sudeste Asiático abriga um dos países mais enigmáticos do mundo. Myanmar, a antiga Birmânia, ainda guarda cultura e modo de vida praticamente intocados.

Foto: Reprodução
Seu povo hospitaleiro e amável recebe cada viajante de maneira calorosa e muito carismática e essa é, com certeza, a característica mais marcante do país.

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A história política de Myanmar deixou uma herança desafiadora, pois sempre esteve envolvido em conflitos com os vizinhos chineses, indianos e tailandeses, até que ao final da Segunda Guerra Mundial foram dominados pelos ingleses. A partir daí, seguiu-se um forte embargo internacional que mergulhou o país em isolamento profundo, livre qualquer influência do ocidente.
Em 2011, movimentos em prol da democracia colocaram fim ao boicote ao turismo estrangeiro e aos poucos Myanmar foi se abrindo para o mundo.
Lar da Aung San Suu Kyi, conhecida como The Lady, líder política símbolo da luta pela democracia (vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991), Myanmar encanta com paisagens bucólicas, templos budistas e magnífica história que, apesar de repleta de adversidade, não conseguiu tirar o sorriso das pessoas.
A religiosidade é uma das mais belas manifestações no país, que tem no Budismo sua essência e se reflete nas atitudes e no cotidiano do povo.

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De 7 a 10 dias é o período ideal para descobrir as joias de Myanmar, começando pela antiga capital Yangon, que guarda tesouros como a Pagoda Shwedagonpaya, o símbolo do país e maior tributo ao budismo. Erguida há 10 séculos, toda coberta de folhas de ouro que lhe conferem um ar imponente, abriga mais de 60 estupas e estátuas de Buda e emana ar sagrado.

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Os mercados da cidade são imperdíveis, aliás, ao visitar um deles é possível conhecer um pouco mais do cotidiano dos nativos. Por lá, aromas e cores são um verdadeiro show para os sentidos.

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Um passeio pela cidade será uma experiência repleta de singelos momentos, como apreciar a tranquilidade das pessoas no Parque Mahabandoola, onde os homens vestem longas saias e as mulheres passeiam com suas crianças sorridentes de bochechas besuntadas de thanakha, uma espécie de protetor solar.
Em Bagan, antiga capital de vários reinados, dá para avistar mais de 2 mil templos bem preservados, com cúpulas despontando no horizonte. Curtir esse visual lá do alto, em um passeio de balão ao nascer do dia, será inesquecível.

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Considerada a capital cultural do país, Mandalay é pura história, com templos repletos de estátuas de Buda, mirantes com vistas de tirar o fôlego, e os tradicionais teatros de marionetes.
Nos arredores, em Amarapura, a ponte de madeira U Bein’s, de 1,2 mil metro e em pé há mais de dois séculos, impressiona. Ela cruza o Lago Taungthaman, de onde são vistos os monges vestidos de cor de vinho que circulam por ali. Pura serenidade.

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Apesar da infra-estrutura básica, charmosos hotéis boutique estão prontos para receber viajantes que buscam se conectar com a cultura local em todos os sentidos.
Outra maneira de conhecer o país é navegando de Mandalay a Bagan no sofisticado barco da rede Belmond.
A melhor época para se visitar Myanmar é entre novembro e março, durante o inverno, quando o tempo está mais seco e agradável. O ideal é combinar o destino com a Tailândia, ou até mesmo com outros países da Indochina, como Vietnam e Cambodia. Vale dizer que atualmente as rotas via Oriente Médio tem sido as melhores para chegar no Sudeste Asiático de avião.

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Myanmar está pronto para proporcionar a você uma jornada transformadora e única. Surpreenda-se.


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