Dicas da Redação por Sara Meirinho
Somente na minha 3ª vez em Taipu de Fora, posso, enfim, dizer que conheci a verdadeira Taipu de Fora e suas famosas piscinas naturais.
Para você acertar de primeira e se encantar por Taipu, reunimos dicas práticas e atualizadas para facilitar a sua viagem para esse pedacinho de paraíso na Bahia.

Foto: Sara Meirinho
*Como chegar?
De Ilhéus a Taipu de Fora são 150 km, sendo que os 30 km finais não são asfaltados e têm muitos buracos, além de alguns areais. Só pegue essa estrada por conta própria depois de se certificar com seu hotel que não choveu na região na última semana, senão as chances de atolar são grandes. Além disso, carros altos ou 4×4 são altamente recomendados.

Foto: Sara Meirinho
Desde o aeroporto de Ilhéus existem traslados terrestres para Taipu de Fora. Peça para sua agência de viagens ou o seu hotel organizar. Custam entre R$ 200 e R$ 300 por trecho dependendo da localização e do tipo de carro utilizado. Deixar para fechar um táxi no desembarque do aeroporto é furada, eles chegam a cobrar 2 vezes mais do que um traslado e dificilmente há carros apropriados para a condição da estrada disponíveis.
A melhor opção é ir de carro até Camamu (140 km de Ilhéus) e, de lá, pegar as lanchas que partem para Barra Grande a cada meia hora durante o dia. Chegando na vila de Barra Grande, pegue uma jardineira (caminhões com o fundo aberto que transportam passageiros) ou táxi até o seu hotel em Taipu de Fora, distante 8 km, percorridos em cerca de 30 min.
Se sua hospedagem for no Kiaroa Eco Luxury Resort (mais informações no final da página), entretanto, sua chegada vai ser das mais confortáveis. O resort dispõe de uma pista de pouso e oferece transfer aéreo desde o aeroporto de Salvador. Em 40 minutos você chega no paraíso sem grande esforço.
*Dica: Caso decida ir de carro, inclua uma parada na Cabana da Empada, que fica no Km 28 da estrada entre Ilhéus e Itacaré. Pode ser uma rápida parada para provar as deliciosas e famosas empadas da casa (a caranguejo e a de doce de leite são as minhas preferidas) ou para um almoço. Provamos o Camarão Tropical, feito com pedaços de abacaxi, que conferem um delicioso sabor agridoce ao prato, e é servido com arroz de coco. As porções são fartas e muito bem preparadas. Complete o pedido com o suco natural de tangerina.

Foto: Sara Meirinho
*Como é o deslocamento na região?
As estradas da Península de Maraú, onde está a praia de Taipu de Fora, não são boas. Elas são de terra e têm muitos buracos. Se fizer questão de manter um carro alugado, reitero a dica: alugue um 4×4 ou que pelo menos seja alto para aguentar o tranco.
Estando sem carro alugado, você pode ir para a vila de Barra Grande ou circular entre as praias de jardineira ou táxi. Mas caso vá para alguma praia mais deserta, combine direitinho o horário do táxi voltar para buscá-lo ou confira o horário que a jardineira passará, pois o sinal de celular em toda a península é péssimo.
Ainda, o que você mais vai ver circulando são os quadriciclos. É bem fácil alugar. A diária é a partir de R$ 100 com tanque cheio mas, devido à alta procura, pode chegar ao dobro na alta temporada. Se você gosta do vento batendo no rosto e um pouco de emoção, esse pode ser o seu meio de deslocamento ideal pela península.
*Quanto tempo ficar?
Para aproveitar o melhor das piscinas naturais de Taipu de Fora – além de ir na lua certa – o ideal é ter dormido na região na primeira noite e ir no horário exato da maré mais seca do dia, que normalmente é pela manhã. Sendo assim, pelo menos 2 noites são recomendadas.
Você pode dividir a estadia entre Taipu e Barra Grande se quiser um lugar com mais agito. E se a ideia é descansar, Taipu é o lugar ideal pois, além da área da piscinas naturais, as outras praias nas proximidades são quase desertas e, embora já tenham mais ondas, dá pra aproveitá-las bem.
Nesse caso fique pelo menos 5 noites para compensar o difícil acesso. Você pode aproveitar e conhecer também a Lagoa do Cassange, Saquaíra e Algodões, que inspiram o “dolce far niente” baiano e são mais próximas de Taipu de Fora do que de Barra Grande.
*Dinheiro
O ideal é levar dinheiro em espécie. Cartões de débito (Visa e Master) são aceitos em muitos restaurantes, mas não todos, então se certifique antes de entrar caso queira usá-los. Cartões de crédito não são aceitos com facilidade. Não há caixas eletrônicos na vila.
*Onde comer?
Na praia de Taipu de Fora há 2 ótimas opções de barracas – a Budda Beach e o Bar das Meninas.
Testamos e aprovamos o Bar das Meninas. O atendimento é bom e a comida é tudo que esperamos da Bahia: pratos fartos com frutos do mar abundantes e tempero inconfundível.
Para petiscar a sugestão é o Mix Baianinha, que reúne porções de mini abarás, casquinha de siri na barquinha de beijú e dadinhos de tapioca (R$ 58, para 2 pessoas). Para o almoço nossa escolha foi a Moqueca de camarão com banana, servida com pirão e farofa de manteiga (R$ 93, para 2 pessoas). Deliciosa!
Para quem não pode ou não gosta de frutos do mar, há boas opções com carne também. Nesse caso prove o filé mignon de sol com queijo coalho e manteiga de garrafa (R$ 57, para 1 pessoa). A barraca fica literalmente em frente às piscinas e não aceita cartão de crédito. Tem estacionamento próprio.

Foto: Sara Meirinho
O Budda Beach está ao lado e também parece ser bem organizada.
Além das barracas, não existem muitas opções de restaurantes em Taipu de Fora. O ideal é escolher um hotel que ofereça jantar, como o Kiaroa Eco Luxury Resort (que tem uma gastronomia impecável – veja mais abaixo), a Pousada Taipu de Fora (mais próxima das piscinas) ou a Pousada Encanto da Lua (ótimo custo-benefício e comida muito boa com influência asiática).
Se sua pousada não tiver restaurante provavelmente você terá que ir jantar na vila de Barra Grande, distante 8 km.
*Mergulho
O melhor de Taipu de Fora está submerso. As piscinas naturais têm uma extensa fauna marinha e os cardumes e corais estão acessíveis a pé, sem precisar pegar barcos para mergulhar. Só com snorkel e nadadeiras é possível ver bastante coisa. Você pode alugar esses equipamentos na beira das piscinas. O preço é de R$ 10 por equipamento/por hora.

Foto: Bruno Peres
Se preferir mergulhar com cilindro, também é possível contratar ali na beira. O mergulho dura 40 minutos + 20 minutos de instrução e custam a partir de R$ 120. E você pode mergulhar ali pertinho da praia.

Foto: Bruno Peres
Em noites de lua cheia há mergulhos noturnos e essa é a melhor hora para ver arraias, lagostas e polvos.
*Quando ir?
A melhor época para visitar Taipu é entre outubro e março. Mas o que mais influencia o sucesso da viagem e determina se você vai mesmo conhecer a Taipu de Fora das fotos é a lua.
O melhor é ir na lua cheia ou lua nova, quando as marés ficam mais secas. Uma olhada na tábua de marés vai dizer a hora ideal de estar na praia para apreciar as piscinas naturais. O ideal é aproveitar as piscinas 1 hora e meia antes e 1 hora e meia depois do ponto mínimo da maré.

Foto: Sara Meirinho
Você pode consultar as marés aqui. Selecione o Porto de Ilhéus – Malhado (Estado da Bahia) e o mês da viagem. Para ver as piscinas no seu melhor ângulo escolha o horário que as marés estarão entre 0.1 e 0.3.
Se não der para encaixar a viagem nesses períodos ideais das luas, você ainda vai encontrar uma praia gostosa, pois a barreira de corais deixa as ondas mais tranquilas, mas provavelmente não verá as piscinas e a visibilidade de peixes e corais não será tão boa. Mesmo assim, a água quentinha e calma proporciona um delicioso banho de mar.
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*Onde ficar?
O Kiaroa Eco-Luxury Resort foi a nossa escolha para a hospedagem em Taipu de Fora. É a opção mais sofisticada de toda a península de Maraú e faz parte do selo Circuito Elegante.
Se para você o conceito de luxo tem mais a ver com discrição e conforto do que com ostentação, o Kiaroa é o lugar certo para as suas férias.

Foto: Sara Meirinho
Além da natureza exuberante que cerca todos os lados do resort, o atendimento atencioso de toda a equipe é um dos fatores mais determinantes no sucesso do lugar. Desde o “welcome drink” até a despedida você é sempre recebido com sorrisos e soluções para as mínimas questões. Se você vai com bebês, por exemplo, eles providenciam berço, banheira e garrafas térmicas para as mamadeiras da madrugada – o que foi meu caso!
As 22 suítes do resort são confortáveis e têm decoração rústica. Todas são amplas e, além de casais, também recebem bem famílias, pois contam com quarto e sala que podem ser transformados em 2 quartos conjugados, tanto nos Bangalôs como nos apartamentos Tropicais, categoria inicial do hotel. Cada ambiente tem um banheiro, armários, uma varanda e televisão próprios.
Os Bangalôs Moorea têm piscina privativa e podem ter vista para o jardim ou para o mar. Os Bangalôs Malindi têm banheira de hidromassagem na varanda, que tem vista para o jardim, e ficam numa área reservada. Já os Bangalôs Bali têm 120m² divididos em 2 ambientes, piscina privativa, vista para o mar e banheira de hidromassagem nos 2 banheiros.

Foto: Sara Meirinho

Foto: Sara Meirinho
A piscina principal do hotel toma toda a frente do restaurante e tem diferentes níveis de profundidade. Como ela é extensa e tem formas sinuosas, na maior parte do tempo você tem a impressão que está sozinho ali (e quando eu fui o hotel estava lotado!). Se quiser relaxar na beira da piscina em qualquer hora do dia, encontrará tranquilidade em algum cantinho. Inclusive à noite, quando o serviço atencioso do bar e a brisa te convidam para um vinho.

Foto: Sara Meirinho

Foto: Sara Meirinho
A gastronomia no Kiaroa é igualmente merecedora de destaque. O café da manhã é bem completo, com sucos naturais, frutas, comidas típicas nordestinas e os clássicos – pães, bolos e frios. Há ainda um menu de tapiocas e omeletes feitos na hora.
No jantar, o cardápio muda todas as noites e sempre oferece cerca de 4 opções de prato principal feitas com peixes frescos, frutos do mar ou carne. O restaurante também funciona para o almoço e oferece pratos bem ecléticos, desde lagostas e pratos de comida baiana até carnes e massas. O atendimento do restaurante é impecável.

Foto: Sara Meirinho

Foto: Sara Meirinho

Foto: Sara Meirinho
O resort conta ainda com um amplo SPA, que oferece tratamentos e massagens.Há inclusive um ritual especial para casais, o Ritual Mayrau, que reúne massagens, banho de jacuzzi decorada especialmente para o casal e um coquetel de frutas vermelhas. Ideal para quem está em lua de mel ou num final de semana romântico!

Foto: Divulgação
Esse ritual, aliás, é inspirado numa lenda local que diz que toda a beleza da Península de Maraú foi construída para tentar impedir que o índio Camamu roubasse a índia Saquaíra do seu amor, o índio Maraú, no dia do seu casamento. Maraú não consegue resgatar a amada e pediu que Tupã transformasse o lugar no paraíso dos apaixonados e os casais que passassem uma noite na península nunca se separariam.
Para completar as experiências românticas, o hotel ainda organiza jantares na praia ou num gazebo reservado e promove passeios de lancha privativos até a cachoeira de Tremembé, para aproveitar a natureza de forma quase exclusiva, já que o acesso é extremamente complicado de outra forma que não seja de lancha.
Completam a estrutura do resort um bar na praia, uma sala de reuniões e uma sala de leitura. Na praia em frente ao hotel também se formam piscininhas na maré baixa e o mar ainda não é tão agitado, embora as águas não sejam tão claras como nas piscinas naturais propriamente ditas.

Foto: Sara Meirinho
Como dito acima, o resort tem pista de pouso privativo e é possível contratar transfer aéreo a partir do aeroporto de Salvador. Também é possível chegar via transfer terrestre desde o aeroporto de Ilhéus. Ele fica a 3,5 km das piscinas naturais de Taipu de Fora e 4 km da vila de Barra de Grande.
*Dica: vá com a intenção de se desapegar da internet, pois não há sinal de celular no resort (assim como em boa parte da península) e o wi-fi do hotel é fraquinho. O hotel oferece repelente como parte dos amenities. Use sem restrição.


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