O Butão é um reino budista isolado nos Himalaias e faz fronteira com a China e a Índia. São falados 19 dialetos diferentes e a língua oficial é o Dzongkha.
E, como todo mundo ouve por aí, realmente foi aqui que surgiu o conceito de FIB – felicidade interna bruta, índice implementado pelo governo para fazer de seu país o mais feliz do mundo!

Foto: Ana Maria Junqueira
É um país para curtir sem pressa. Indico pelo menos 6 ou 7 noites, mas se você tiver ainda mais disponibilidade de tempo, melhor ainda.

Foto: Ana Maria Junqueira
As cidades são pacatas e as casinhas típicas butanesas são feitas de madeira com o mesmo estilo de janelas e florzinhas pintadas, não importa quão simples for a família que vive ali.

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O que fazer?
Thimphu
Thimphu é a capital do Butão, mas a cidade onde está o aeroporto é Paro, que fica a cerca de 1h de viagem dali. Recomendo deixar Paro para o final da viagem, por ser onde está localizado o mítico Tiger’s Nest. E, portanto, seguir do aeroporto, na chegada, direto para Thimphu.
Aqui está o novo e imenso Buda de bronze, no Buddha Point, que tem 62 metros de altura. Embaixo da flor de lótus, estão 5 níveis de templos e apenas um está aberto atualmente para visitação. Dizem ser o maior do mundo.

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
Outro atrativo interessante para visitar é a stupa National Memorial Chorten. Bastante frequentada por pessoas de todas as idades, idosos que vêm apenas para rezar e jovens que aproveitam até para paquerar por aqui!

Foto: Ana Maria Junqueira
Tudo isso enquanto seguem o ritual e andam em volta da stupa, sempre com ela à sua direita.

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
Dá também para visitar a produção artesanal de papel na Jungshi Handmade Paper Factory, que utiliza métodos ancestrais para confeccionar papel artesanalmente.

Foto: Ana Maria Junqueira

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É interessante ficar uma ou 2 noites para se aclimatar ao Butão. Thimphu é uma ótima porta de entrada no país.
Vale de Punakha
Por estar localizado na Cordilheira do Himalaia, o Butão tem algumas regiões de vale lindíssimas para serem visitadas, e estive na mais conhecida delas, o Vale de Punakha. Não é à toa a fama.

Foto: Ana Maria Junqueira
O cenário é maravilhoso: mata fechada que abre espaço para campos de arroz cultivados nos vales de dois dos principais rios do Butão, Pho Chu e Mo Chu.

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
Aqui fica uma belíssima Dzong, que são unidades administrativas e religiosas no Butão, originalmente construídas como fortalezas em localizações estratégicas.

Foto: Ana Maria Junqueira
A de Punakha nos convida a entrar passando por uma passarela sobre o rio, seguida por uma íngrime escadaria de madeira – construída assim caso precisasse ser retraída em momento de ataque. O centro da escadaria era reservado apenas aos nobres; a direita, aos monges; e a esquerda ao restante da população.

Foto: Ana Maria Junqueira
Inaugurada em 1637, foi aqui que aconteceu a coroação do primeiro rei butanês.

Foto: Ana Maria Junqueira

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Foto: Ana Maria Junqueira
Outro ponto alto da região são os trekkings beirando os rios e montanhas acima, que são moderados e nos permitem, ainda, contato com a população local.

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
Um deles nos leva até o templo Khamsum, de onde se tem uma vista preciosa do vale. O templo, por fora e por dentro, é lindo. Reunir, assim, atividade física com natureza, cultura e religião é o que tem de mais especial numa viagem assim.

Foto: Ana Maria Junqueira

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Foto: Ana Maria Junqueira
Dá ainda para fazer trilhas de bike, além de rafting, caiaque e outras atividades ao ar livre.

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
E não se assuste se vir, pelo caminho, uma família fazendo banho de pedras quentes junto ao rio. Eles aquecem as pedras no fogo e colocam na banheira com água gelada do rio para esquentá-la, e todo mundo aproveita para relaxar. O ofurô à la Butão é uma prática bem comum, chamada em inglês de “hot stone bath” e replicada nos spas dos hotéis de luxo.

Foto: Ana Maria Junqueira
Punakha já foi a capital do país até 1955 e para chegar aqui somente via terrestre: fica a cerca de 3 horas de carro de Thimphu. Recomendo pelo menos 3 noites nesta região.
Paro
A capital do Butão tem um centrinho simpático e com lojas fofas para comprar uma lembrança ou objeto de decoração para sempre se lembrar do país mais feliz do mundo!

Foto: Ana Maria Junqueira
Mas o ponto alto mesmo é o mosteiro Tiger’s Nest, que abriga templos budistas construídos em cavernas a 3.120 metros de altitude, datado de 1692.

Foto: Ana Maria Junqueira
O trekking montanha acima pode ser encarado por qualquer pessoa que tenha um pouquinho de preparo físico, pois o segredo é fazer a subida no seu tempo, sem pressa. Para mim, foi especial em diversos níveis, como superação, meditação e reflexão. Leia mais aqui!

Foto: Ana Maria Junqueira
Acho interessante deixar Paro como última parada no roteiro por conta do Tiger’s Nest e porque aqui está o aeroporto. Vale a pena dedicar, no mínimo, 2 ou 3 noites. As pernas ficam cansadas da trilha e se estiver em um bom hotel, nada melhor do que fazer uma massagem maravilhosa de despedida.

Regrinhas de etiqueta butanesa
O Butão é um reino budista que recebe poucos turistas e algumas regrinhas de respeito religioso e boa convivência social devem ser seguidas por aqui com atenção:
– Nunca se deve apontar o dedo para mostrar algo, principalmente se se tratar de objeto religioso. A forma como o guia naturalmente fez nesta foto traduz as boas maneiras butanesas (indicar algo com a palma da mão e dedos juntos);
– Vista-se adequadamente para visitar templos e locais sagrados (nada de ombros ou joelhos de fora);
– Tire os sapatos para entrar nos templos e nos locais sagrados sempre;
– Sempre passe por locais sagrados pelo seu lado direito (na estrada, o motorista faz a volta para não passar pelo lado esquerdo!);
– Fale “la” ao final de uma frase para dar o tom de gentileza e respeito usado por aqui (ex.: thank you la).

Foto: Ana Maria Junqueira
Quando ir?
É possível visitar o Butão o ano todo, mantendo em mente que os meses de junho a agosto são chuvosos. Não são monções, em que chove o dia todo, são mais como as nossas pancadas de chuva de verão.
Fui em janeiro, alto inverno, e é bem tranquilo. Apesar do frio (totalmente suportável), tem menos gente e clima seco, com dias lindos de sol e até um pouco de neve no topo das montanhas.

Foto: Ana Maria Junqueira
Como chegar?
Voos diretos a partir, apenas, de Kathmandu, Bangkok, Singapura e Delhi chegam ao aeroporto de Paro.

Foto: Ana Maria Junqueira
*Leia aqui 10 dicas práticas do Butão.
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