Desde a primeira vez em que fiz safári na África do Sul, no ano passado durante a minha lua de mel, fiquei com aquele sentimento de “como eu nunca tinha estado na África antes?”. A pulguinha atrás da orelha sossegou quando chegou a hora de embarcar a Botswana.
O destino? Delta do Okavango, região de água, muita água, que vem do rio Okavango, que nasce lá em Angola, e termina em braços, lagos e pântanos em Botswana. Um sistema hídrico complexo e abundante – o alto volume de água proporciona paisagens belíssimas e dá vida à rica fauna local.
Foram lindos dias de safári por terra e por água e o relato da aventura se inicia com um dos meus camps preferidos, Chitabe Camp, da rede Wilderness Safaris.

Foto: magari blu
Foi a minha estreia em Botswana e também na estada em camps, tendas luxuosas que proporcionam integração à natureza. Dá um gostinho especial dormir com os sons da vida selvagem tão de perto, sem abrir mão do conforto que a gente tanto preza.

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Chitabe Camp tem 8 tendas, construídas em decks de madeira elevados, e entre as árvores. Cada tenda tem camas twin ou king size e chuveiro interno e externo (o meu era na varanda!).

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Não tem paredes internas e a estrutura da tenda é de lona, telinha nas janelas, vidro e madeira na porta da tenda, e assoalho de madeira.

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As tendas têm yoga mat (mas pratique somente no camp, como dentro da tenda ou na varanda). O secador de cabelos pode ser usado, desde que combinado com antecedência, pois deve ser ligado em horário em que o gerador esteja funcionando, já que cerca de 50% da energia que abastece o camp é proveniente de luz solar.

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A vista é para um campo aberto entre a mata rica do Delta do Okavango, cujas folhas se movimentam vagarosamente no ritmo da brisa.
Ficar ali contemplando essa maravilha nos faz desconectar por completo do restante do mundo – literalmente! No Chitabe, assim como nos demais camps por onde passei em Botswana, não tem sinal de celular e muito menos wi fi e televisão. Um belo exercício para aquietar a alma e abrir os olhos para o entorno.

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O camp tem piscina, restaurante, deck para fogueira à noite, uma pequena biblioteca, lojinha e uma área externa para o “boma”, jantar sob as estrelas muito especial.

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Para andar pelo camp, mesmo nas passarelas, é preciso estar acompanhado de um dos funcionários de manhã cedo e à noite. Durante o dia, podemos circular livremente por ali – mas sempre nos decks.

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Em uma das noites por lá, participei do boma, à beira de uma fogueira que mantém quentinhas as panelas do jantar. Provei os deliciosos frango com curry e risotto africano com feijões. A noite foi maravilhosamente complementada pelo animado encontro de dança e música entre staff e hóspedes.
A farra, entretanto, termina cedo já que, todos os dias, safáris por terra saem ao amanhecer às 6h da manhã e depois às 16h30. Aqui, não se faz safári de barco ou de canoa, o mokoro – só de 4×4.
Antes da primeira saída, o camp oferece café da manhã com frutas, torradas, queijos, cereais e ovos.

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No caminho, pausa para café, chá e biscoitos e para esticar as pernas.

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Na volta do safári da manhã, o camp espera os hóspedes com um brunch leve estilo buffet antes da siesta.

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Todos se reúnem novamente lá pelas 16h para o chá da tarde antes de subir no carro para o último safári do dia.

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A vida selvagem na região é riquíssima, um mix de diferentes habitats. Dei uma sorte tremenda ao avistar muitos, muitos animais por lá.

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É uma ótima localização para ver de perto os “big cats”. Foram 5 leopardos em um único dia, um verdadeiro recorde, já que são raros de se ver. Contemplá-los de perto foi um dos pontos altos da viagem, pois são os meus animais preferidos.

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Um deles tinha acabado de abater um impala.

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Presenciei a cena ainda de um leão rugindo à procura do seu irmão, de quem estava separado há dias.

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O irmão respondeu ao chamado. Os dois acabaram se encontrando, mas não puderam se aproximar demais, pois um deles estava acasalando a sua leoa. Momento único de se ver!

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Os guepardos, que também são difíceis de achar, deram as caras durante o safári no Chitabe. Eram 2 filhotes crescidos com a mãe.

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Como chegar?
Para chegar até Botswana voei de São Paulo a Johannesburgo, na África do Sul, com a South African Airways. De lá, é possível pegar um voo também da South African até Maun, em Botswana, e seguir com aviãozinho da própria Wilderness até o camp.

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Sobre Wilderness Safaris
A rede Wilderness Safaris é a maior da África e tem cerca de 50 camps espalhados pelo continente abertos a hóspedes.
Além dos fantásticos camps, Wilderness faz um trabalho admirável de conservação do meio-ambiente e de inserção social das crianças.

Foto: Divulgação
Por uma semana, a cada ano, os pequenos das comunidades vizinhas são convidados para se hospedarem nos camps (que permanecem fechados para hóspedes de fora) e vivenciam de perto pela primeira vez essa experiência, ocasião em que são apresentados à hotelaria e à vida selvagem sob o ponto de vista do turismo de conservação.

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As visitas são seguidas por um follow up contínuo com as crianças nas comunidades e muitas delas se tornam membros da equipe Wilderness com o decorrer dos anos. Já passaram 506 jovens por 25 camps – leia mais aqui.
E dá para perceber nitidamente a paixão da staff pelos seus trabalhos e, mais ainda, pela sua terra. Isso se reflete num serviço de primeira, tanto no camp, quanto pelos guias que acompanham no “game drive”. Experiência única.

Staff apaixonada e cordial
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Visitar Botswana é uma daquelas viagens que mudam a nossa vida e a nossa maneira de encarar o resto do mundo e a nós mesmos. É mágico estar em uma área imensa quase que intocada pelo homem e ver de perto a vida selvagem como ela é. Acompanhe toda a viagem a Botswana aqui.
Testado e super aprovado pelo Magari blu!
Onde encontrar:
www.wilderness-safaris.com/camps/chitabe-camp
*Assista a TV MAGARI BLU em Botswana:


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