O mais difícil em me mudar para Roma foi a despedida.
Eu sempre digo isso: dar um abraço em alguém que você gosta, que está sempre na sua vida, sem saber quando verá esta pessoa de novo, é uma coisa difícil de se fazer. Dar um abraço em todas as pessoas que fazem parte da sua vida até então, sem previsão de reencontro… É triste. Por mais que seja por uma causa alegre.
De novo, a primeira visita ao Brasil foi ótima, mas ao mesmo tempo difícil, pois me vi abraçando novamente as mesmas pessoas de quem eu havia me despedido alguns meses antes. É inevitável não entrar no avião com o coraçãozinho apertado, mesmo se tendo certeza absoluta que esta é sua decisão.
E agora me vejo na mesma situação, tudo outra vez. Não, não voltei para o Brasil. Mas estou me despedindo de uma grande amiga que Roma me deu.
Por mais que eu saiba, ou pelo menos assim espere, que minha estadia aqui é temporária, a dor da despedida inevitavelmente vem de novo. Mas desta vez eu fico e a pessoa querida se vai. O que importa é que Roma nos proporcionou este encontro e esta amizade especial.
Foram meses de muitas conversas, passeios, carbonaras, praias, vinhos e ótima companhia.
Boa sorte, amiga! Ou melhor, held og lykke!


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