Cheguei no Brasil há alguns dias e ainda estou vivendo aquela fase de adaptação à nova-velha realidade.
Mas desde que passei a escrever as crônicas, notei que “esse tipo de coisa só acontece comigo” não é só na Itália. Esteja onde eu estiver, o destino sempre me apronta alguma.
Pois bem. Primeiro feriado em solo tupiniquim e decidi que o passaria na fazenda, tomando sol, andando a cavalo, comendo goiabada com requeijão, deitada na rede lá no sertão. Tudo que amo fazer e que com a correria do trabalho por aqui não fazia há pelo menos 2 ou 3 anos.
Malas prontas, e eis que chega o telefonema com a notícia: esvaziaram a piscina e quando chegaram ali no dia seguinte, para trocar a água, adivinha só o que estava lá dentro?
Uma barata? Um sapo? Uma cobra?
Não. Um boi.
Oi?
Meia tonelada de um ser fugido despencou dentro da piscina.
E ficou vagando ali dentro, como se estivesse no seu pastinho, destruindo-a todinha.
Valeu, boi, adorei.
Sem piscina no feriado. E eu nem tive a chance de assistir ao resgate do bicho.
Depois disso, o sol resolveu também aprontar e sumiu. Bom, sem sol e sem piscina, decidimos esperar um pouquinho para ir até lá.
Afinal, não é aqui do lado a fazenda, ainda mais para ficarmos trancados dentro de casa só com a goiabada e o requeijão. Deixa o confinamento para os coleguinhas do fofo que caiu dentro da piscina.
E o sol não só tinha sumido, como um temporal arrasou a estrada que ainda, em parte, é de terra, e deixou a fazenda sem luz.
Ok, parece que não é mesmo para a gente ir. Fiquei contrariada, mas não tinha jeito. Concordamos em abortar a missão e fiquei no interior, mas longe da fazenda.
Tudo isto resolvido.
Mas é claro, adivinha só o que aconteceu na seqüência? Sol bombando reapareceu, a piscina foi rapidamente consertada, o cavalo selado estava lá prontinho para dar umas voltas e eu… Onde estava? Voltando para São Paulo. No trânsito na Bandeirantes.
Diante das circunstâncias, fica difícil não sentir saudade da nostra Roma… Por isso, aceito sugestões para colaborar com a minha adaptação de volta à casa.

Foto: Reprodução
😉

Ciao Ana, ho scoperto il tuo blog da poco e mi piace molto…perche' sono romana, di padre brasiliano, sposata con uno e vivo a Sao Paulo da 8 anni.
Leggere il tuo blog mi ha regalato momenti piacevoli…Roma e' speciale e solo chi ci ha vissuto sa quel che ti lascia nel cuore! A me manca sempre (anche se ci ritorno spessisimo), ogni giorno…i suoi colori, lo stile di vita, il cielo…son ricordi speciali che mi tengo stretta nel cuore e mi aiutano ad affrontare la giornata, aspettando il prossimo volo per Roma!
Forza…
Saskia
Ciao Saskia! Ma che piacere aver una vera romana qua!!! Tante grazie per le tue parole…veramente! Ho vissuto l'anno più bello della mia vita a Roma e sapere che c'è qualcuno che non soltanto viene a leggere il blog ma anche capisce cosa voglio dire proprio quando parlo col cuore su Roma…è meraviglioso. E sono d'accordo con te: “Solo chi ci ha vissuto sa quel che ti lascia nel cuore”. Brava!! Ti trovi bene a San Paolo?? Spero di si…pero lo so come è diversa e più brutta che la nostra Roma!! 😉 Baci e grazie
Ana, diciamo che non mi posso lamentare della vita che faccio a SP! Cerco uno stile di vita europeo nelle piccole cose, tipo vivere in una zona dove posso fare tutto a piedi (Itaim), andare al parco, al club, non guardo i fili di eletricita' appesi ovunque…qui la vita si basa molto sulla materialita'…mentre a Roma…sai bene com e'!
Ogni tanto mi prende qualche crisi…ma poi tutto passa e si ricomincia!
E cosi' il tempo passa e andiamo avanti, vero?!!
Saskia
Saskia, beata te e secondo me tutti quanti dovrebbero provare una vita più europea… Purtroppo, San Paolo non ci da la possibilità di farla proprio come facciamo a Roma, per esempio. Ma cercare di fare le piccole cose in un modo meno caos…ci fa bene. SP ha un sacco di posti divertenti, si lavora bene, ecc… Ma non avrà mai la bellezza di Roma. Infatti, nessun posto è come quella città… È stato un piacere parlare con te e ti invito a tornare spesso…così non mi sarò dimenticata del poco italiano che parlo! 🙂