Viagens pela América Latina por Roberto Farkas Bitelman
Apesar de já ter ido inúmeras vezes à Chapada Diamantina, na Bahia, e à Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, fiquei bastante surpreso ao revisitar estas cidades, nos últimos meses. Já fazia um bom tempo que não ia a estes destinos, e imaginei que pudesse me desapontar com o desenvolvimento recente deles, suas originalidades, características intrínsecas e peculiaridades. Puro engano!

Foto: Roberto Farkas Bitelman
A começar por Pipa, as praias, baias e falésias continuam (obviamente) maravilhosas e encantadoras. Certamente entre as praias mais lindas do mundo. Mas o vilarejo se desenvolveu de forma interessante. Ao contrário do caos da rua principal de que me lembrava, hoje esta via é de mão única, tranquila e cheia de pequenos comércios. Foi criado um anel viário que engloba alguns quarteirões e que evita o trânsito, mesmo em dias de mais movimento. Visitei algumas pousadas supercharmosas e conversei com seus proprietários, que estão engajados nas políticas de desenvolvimento, cuidando para que o crescimento da vila não vá contra os interesses de quem quer preservá-la. Também gostei muito de ver as praias de Tibau do Sul, Sibauma e Baia Formosa, que continuam bem preservadas e com um desenvolvimento lento, mas gradual, no bom sentido.

Foto: Roberto Farkas Bitelman

Foto: Roberto Farkas Bitelman
Minha outra boa surpresa foi a pitoresca e acolhedora cidade de Lençóis, principal polo turístico do Parque Nacional da Chapada Diamantina (a 400km a oeste de Salvador). Depois de visitar esse destino por mais de 10 vezes, passei 8 ou 9 anos sem passar por lá. E nessa última ida, também fiquei muito contente em ver que quase tudo está como era antes, ou talvez ainda mais bem cuidada do que eu me lembrava. Está certo que fui na época das festas juninas, quando as cidades ficam tomadas de bandeirinhas e enfeites típicos dessa época do ano, o que a embeleza ainda mais!

Foto: Roberto Farkas Bitelman

Foto: Roberto Farkas Bitelman
Mas, mesmo assim, pude perceber um bom movimento de turistas (principalmente estrangeiros), novos restaurantes, ruas e trilhas limpas, boa iluminação e vida noturna agitada (na medida do possível, é claro). Visitei algumas outras cidades ao redor do Parque Nacional, como Igatu, Mucugê e Andaraí, e a impressão foi a mesma, de que o tempo está jogando a favor desta região e de que, seja em função de seus políticos, empresários, hoteleiros ou comunidade (ou uma conjunção destes fatores), o destino continua convidativo, atraente e super interessante.

Foto: Roberto Farkas Bitelman

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