Diário da lua de mel: a escolha do destino

Diário da lua de mel por Ana Maria Junqueira

Eu me caso este ano e, tão logo veio o pedido, a pergunta que mais ouvi dos amigos foi “e onde vai ser a lua de mel?”.

De fato, planejar a lua de mel tem sido um dos assuntos mais divertidos de todos os preparativos para o casamento. Não é novidade nenhuma que eu amo viajar e, depois de ter a sorte de ser escolhida pelo amor da minha vida, decidir o destino é coisa fácil!

Algumas pessoas me aconselharam a escolher a data do casamento de olho na viagem, ou seja, decidir primeiro o destino, verificar qual a melhor época para se visitar aquele local para, aí sim, marcar a igreja. Até eu que sou quase que uma travel addicted achei exagero… Afinal, por mais divertida que seja a lua de mel, não acredito que deva ser o fator determinante ao escolher uma data tão importante como a do nosso casamento.

Bem, o mês escolhido foi outubro pelo motivo que rege, esse sim, toda e qualquer decisão do tipo: era a primeira data disponível na igreja! 🙂 Sou católica e não abri mão da cerimônia religiosa. Além disso, outubro nos pareceu um mês bem simpático para se casar. Nem calor demais, nem frio demais.

Mas e agora, e a lua de mel? A meia-estação pode ser invertida no hemisfério norte, mas a época é sempre meia-estação em qualquer lugar do globo. Aquele sonho de ir para as ilhas gregas com o meu amor não iria rolar, pois outubro já não é mais temporada, o calor se vai e muitos estabelecimentos fecham.

Durante o outono lá em cima, entretanto, é uma delícia para passear por outros destinos na Europa, como a Toscana, ou conhecer locais que ainda não tivemos a oportunidade de visitar. As melhores estações para “turistar” na Europa são primavera e outono, porque o frio e o calor dão uma trégua e as cidades não estão tão cheias de visitantes.

Mas, além da época do ano, a análise que se deve fazer é se determinada viagem seria a que o casal gostaria de fazer de lua de mel. Afinal, honeymooners sonham, e muito!

O perfil de ambos é muito importante e é essencial que pensem se preferem um destino paradisíaco de praia, para se jogar sem fazer nada sob o sol, ou se gostam de atividades ou então de estar em contato com pessoas de diferentes culturas. Ou, quem sabe, tudo isso junto!

Avaliando os nossos gostos, chegamos à conclusão que gostaríamos de misturar diferentes estilos na mesma viagem e que talvez fosse melhor aproveitar o longo break para conhecer um lugar diferente. Inusitado, talvez. Algum destino em que nenhum dos dois jamais tenha estado e que nos desperte a atenção e mexa com nosso imaginário.

Foi aí que veio a grande ideia: e a África?

Ana Maria Junqueira está sempre viajando pelo mundo. É editora do Magari blu, consultora em viagens e a embaixadora de viagens da Perrier no Brasil.

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