Diário da lua de mel por Ana Maria Junqueira
Depois de refletir sobre qual seria nosso destino na lua de mel, a África nos pareceu uma opção interessante. Primeiro, por ser um continente que nunca fomos, o que para mim é sempre um atrativo, já que adoro conhecer lugares novos. Em segundo lugar, por reunir belezas naturais e muita, mas muita cultura. E por fim, mas não menos importante, por oferecer atividades, já que não queríamos um local só de praia para ficarmos jogados ao sol.
E falando em atividades, safári é a primeira coisa que nos vem à mente quando pensamos em África, não é? Mas qual seria o melhor país ou parque para se fazer safári? Espero ajudar a responder essa pergunta, com base no que eu tenho pesquisado para a minha lua de mel!
*Por onde começar?
Um dos pontos ao qual se deve estar atento na hora da escolha de qual país incluir no roteiro é a migração dos animais, que seguem um fluxo conforme a época do ano. Outra dica importante que várias pessoas que conhecem bem o continente me deram é começar pela África do Sul. Mas por que não Tanzânia, Quênia, Botswana?
Bem, o que dizem é que a África do Sul é muito mais bem preparada para receber viajantes em busca da emoção do safári, em termos de infraestrutura, acomodações, carros que levam para o safári, atendimento etc. etc. Dizem que a experiência nos outros países é mais genuína sim, mas que pode deixar o viajante desconfortável, se for a primeira vez na África.
Decidi, então, seguir esse conselho e deixar os países que estão mais ao centro do continente para uma segunda viagem. Na África do Sul, os safáris são feitos no imenso Kruger Park.

Fotos: Divulgação/Singita Lebombo
*Quando ir?
Uma boa notícia é que o Kruger pode ser visitado durante todo o ano. O inverno (na mesma época em que o nosso), estação seca no Kruger, é um ótimo período para se observar a vida selvagem. As plantas secas e a grama baixa facilitam a visibilidade. Por estar com pouca água, os animais buscam rios e córregos, de modo que são facilmente avistados nessas áreas pela manhã e pela noite.
Os safáris durante o dia no inverno são agradáveis, mas à noite faz frio, então leve algo quente com você para os safáris à tarde e à noite.
No verão, o clima subtropical faz com que chova bastante e aumente o volume dos rios e das folhagens das plantas. A visibilidade fica um pouco comprometida, em razão da vegetação densa, o que pode atrapalhar a localização e, claro, a observação dos animais.
Atenção: quem está planejando visitar o Kruger no verão, certifique-se de que o quarto tem ar condicionado, assim como os veículos nos quais se locomoverá, já que as temperaturas ultrapassam os 30ºC.
Do fim de novembro até início de dezembro, o parque fica cheio de filhotes e é muito bacana de se ver os animais com seus bebês. A observação de pássaros também é ótima nesse período, já que pássaros migrantes chegam ao local.
Na primavera e no outono, a meia-estação, é agradável de se visitar o parque e é na primavera que estaremos lá.
*Onde ficar?
O Kruger Park é gigantesco e diversas reservas estão dentro dele e em suas fronteiras, como Balule, Kapama, Manyeleti, Sabi Sand, Thornybuch, Timbavati. A alta quantidade de opções torna bem difícil a escolha de qual lodge se hospedar para encarar uma aventura na savana!
Aqui, a opinião dos especialistas da nossa parceira Teresa Perez Tours foi bem importante. Como eles já nos conhecem, apresentaram alguns lodges com o nosso perfil. Esse tipo de atendimento personalizado, com reunião presencial, eu gosto bastante de fazer quando organizo as viagens dos clientes. É por meio desse contato pessoal que consigo entender melhor as suas expectativas, para poder apresentar opções dentro do desejado, ainda mais em uma viagem significativa como a lua de mel. E agora foi a minha vez de ser a cliente!
As redes Singita e andBeyond têm alguns dos lodges com melhor infraestrutura e conforto na África do Sul e em outros países da África. As redes, representadas no Brasil pela The Marketing Collection, são superluxuosas e é isso que gostaríamos na nossa lua de mel. Escolhemos, então, passar 4 noites no Kruger, 2 no Singita Lebombo e mais 2 no andBeyond Ngala Tented Camp – os detalhes vou deixar para a volta!

Fotos: Divulgação/andBeyond Ngala Tented Camp
*Quanto tempo ficar?
O período de 4 noites já é considerado extenso para safári, mas assim optamos porque queremos vivenciar bastante essa experiência, além de ter tempo para conhecer 2 lodges diferentes. De 2 a 3 noites está suficiente. Isso porque são 2 safáris por dia, um bem cedinho e outro no final da tarde. Logo, numa estada de 2 noites, são feitos cerca de 4 a 5 safáris, dependendo dos horários de chegada e partida.
*Como chegar?
O transporte até os lodges normalmente é feito de Johanesburgo até o Kruger em aviões menores. Por isso, malas grandes e duras não cabem no avião. Uma solução é levar uma mala mole tipo saco dentro da mala grande e levar apenas o necessário para o safári. A mala maior pode ser armazenada nos armários do aeroporto de Johanesburgo.
*O que levar?
Na bagagem, roupas de cores não chamativas para não atrair a atenção dos animais. Nada de pink, laranja, vermelho, verde-limão, etc. Não se esqueça de repelente, chapéu ou boné, tênis, óculos escuros e, claro, máquina fotográfica.
Vamos sonhar juntos? Assista ao vídeo do Singita Lebombo para entrar no clima da savana! PLAY!


Que legal este post, me ajudou bastante pois estou passando pelo mesmo planejamento!!!
Obrigada, Gabriela! Volte sempre por aqui! 😉