Diário da lua de mel por Ana Maria Junqueira
The best for the last! Apesar de a minha lua de mel ter superado todas as minhas expectativas (que já eram altas!), fechamos com chave de ouro com safáris pelo Kruger Park na África do Sul.
O primeiro lodge que ficamos hospedados é o Singita Lebombo. A rede Singita é superforte na África e é sinônimo de crème de la crème nos safáris.

Foto: magari blu
Existem 5 lodges Singita na África do Sul e em qualquer um deles você estará muito bem servido.
Sobre o lodge Singita Lebombo
O Singita Lebombo tem 15 quartos, construídos com impacto mínimo no meio-ambiente, e que ficam espalhados como bangalôs no alto da montanha. O lodge está em uma reserva particular na porção leste do Kruger Park, pertinho de Moçambique. O nosso quarto era o último de uma das pontas do lodge, o que dava uma privacidade especial para os honeymooners!

O último quarto da direita é o nosso!
Foto: magari blu
O caminho até a acomodação é sempre uma aventura. Um deck de algumas centenas de metros separa o quarto da área comum do hotel. Não tem proteção contra os animais, qualquer bichinho (ou bichão!) pode aparecer pelo percurso. Ai, que adrenalina!

Foto: magari blu
O quarto é um capítulo à parte! Todo de vidro, se tem uma vista panorâmica da savana, sobretudo do rio logo à frente do lodge, onde hipopótamos e elefantes ficam se refrescando.

Foto: magari blu
Os hipos são animais territorialistas e atacam seres que ameaçam a sua área. Eles ficam o tempo todo na água e a posição do quarto é tão sensacional que dá para ouvi-los respirando e fazendo barulhinho embaixo d’água!

Foto: magari blu

parecendo pedras no rio
Foto: magari blu
O quarto tem ainda uma sala e, no banheiro, duas pias individuais, banheira (com vista), um chuveiro interno e outro externo.

Foto: magari blu
A varanda tem uma cama com mosquiteiro, onde é possível passar a noite. As camareiras deixam tudo arrumadinho, inclusive com roupa de cama limpinha. Mas confesso que não tive coragem! 🙁

Você encararia passar a noite aqui?
Foto: magari blu
Apesar de o quarto ser tão especial, existe vida fora dele! O lodge tem piscina, um restaurante, lounge, sala de TV, spa, fitness center e loja (esses três últimos compartilhados com o vizinho Sweni, também Singita).

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Um visitante louco para roubar comida!
Foto: magari blu

Foto: magari blu

e trazer tudo da loja!
Foto: magari blu
Sobre o safári
5:00 am. Toca o telefone. É o simpático funcionário e sua “wake up call”. Às 5h30 devemos estar todos prontos no lounge do lodge para comer algo rápido (o café da manhã fica para a volta do safári).

Foto: magari blu
Às 6h estão todos no seu respectivo Land Rover para desbravar a savana no primeiro safári do dia!

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu
O mesmo acontece às 17h, quando o segundo game drive acontece noite adentro. A duração de cada saída varia entre 3 a 4 horas.

formada por esse tipo de rocha
Foto: magari blu

Foto: magari blu
O guia dirige o carro, que leva 6 hóspedes, acompanhado do tracker, que segue sentado em um assento fora dos bancos comuns, lá na frente. Ele vai de olho em tudo, inclusive pegadas de animais, ajudando a encontrar os Big Five!

Foto: magari blu
Os Big Five são elefante, leão, leopardo, búfalo e rinoceronte. São animais fortes e respeitados em toda a selva. Levam esse apelido por serem os mamíferos de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Lindos, muito lindos!

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu
Durante o safári, acontecem pausas para um chocolate quente com biscoitos e frutas. O carro para no meio do nada! E os mais corajosos arriscam se distanciar do grupo para fazer suas necessidades atrás de um dos arbustos (não não, eu não faço parte deste time!).

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu
Os horários dos safáris têm tudo a ver com o comportamento dos animais, pois durante o dia, com o sol a pino, eles descansam e não são encontrados facilmente. Eu fiquei tão alucinada com a experiência que se tivesse a possibilidade de fazer um terceiro game drive por dia, eu faria!

Foto: magari blu

Foto: magari blu
Cada saída é diferente. Situações inesperadas podem acontecer a todo momento, e animais lindos e aterrorizantes podem surgir pelo caminho. É um sentimento difícil de se explicar – viciante, talvez.

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foto: magari blu
As noites no lodge
O ambiente é bem informal, salto alto nem pensar – se lembra do caminho até o quarto? Muita gente segue para drinks e jantar direto após o último safári. Outros tomam banho no quarto e depois retornam para jantar no restaurante do lodge. Mas ninguém dura até muito tarde acordado, afinal, às 5 da matina temos de estar de pé!

Foto: magari blu
A gastronomia no Singita é de se destacar. O menu é atualizado diariamente e tem sempre delícias frescas para escolha, inclusive carnes de caça para quem quiser provar iguarias sul-africanas. Na nossa estada, certo dia tinha almôndegas de carne de girafa no cardápio. Eu não provei, ainda sou um pouco conservadora no quesito carnes exóticas…!
Se você der sorte, participará de um jantar ao ar livre iluminado pela fogueira, o “braai”.
*O que levar
Como os safáris acontecem cedinho pela manhã e no cair da noite, leve sempre uma jaqueta ou malha, além do poncho disponível no quarto (e a mantinha que vai no carro). Roupas confortáveis para subir e descer do carro, tênis, boné, óculos escuros são indispensáveis. Não se esqueça de levar máquina fotográfica, pois os cliques são sensacionais, assim como repelente, já que a zona não está livre de Malária.

A cerca faz fronteira com Moçambique
Foto: magari blu
Se for de avião, a mala não deve superar 20 kg, pois os aviões são pequenos. Se tiver uma mala maior, poderá deixá-la no locker do aeroporto (mediante taxa diária) ou no lounge da Federal Air (sem custo adicional).
*Quanto tempo ficar
No mínimo, 2 noites. O máximo? Depende de você. Sempre ouvi que o máximo deveria ser 3 noites mas eu, particularmente, encararia feliz da vida 5 ou até 7 noites de safári.

Foto: magari blu
Mudar de lodge é uma boa para períodos maiores. Dá para ter a experiência em outro tipo de hotelaria e, principalmente, para conhecer outra região no Kruger ou adjacente a ele. Com isso, aumenta a possibilidade de avistar diferentes tipos de animais ou maior quantidade deles.

Foto: magari blu
*Como chegar
É possível chegar até o Lebombo por terra ou via aérea. Nós fomos em um voo operado pela companhia Federal Air, o que foi perfeito. Na chegada em Johannesburgo, um funcionário da companhia nos aguardava no desembarque e nos encaminhou até o lounge, que fica no aeroporto, mas em uma outra área fora das pistas dos voos de carreira.

Foto: magari blu
Lá é possível deixar a bagagem mais pesada se necessário (como mencionado acima). Fretamentos aéreos particulares estão disponíveis e devem ser solicitados com antecedência.

Foto: magari blu
Os aviões são pequenos e carregam em média 12 pessoas. Às vezes fazem escalas em outros lodges para deixar e buscar hóspedes e todos os voos que fizemos foram bem tranquilos.

Foto: magari blu
Por terra fica mais puxado: são aproximadamente 8 horas dirigindo de Johannesburgo ao Singita Lebombo (600 km).
O Singita é um daqueles lugares que nos deixam embasbacados com a beleza natural, tudo isso acompanhado de serviço impecável e bastante conforto. Ansiosa para voltar!
Testado e super aprovado pelo Magari blu!
Onde encontrar:
singita.com

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