Dicas da Redação por Sara Meirinho
O Rio de Janeiro ganhou um novo museu em dezembro de 2015, o Museu do Amanhã.

Foto: Sara Meirinho

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A proposta do museu é fazer uma análise de como nossas escolhas do passado e presente estão determinando o nosso futuro.
Os visitantes são estimulados a refletir sobre sua participação nas drásticas transformações que o mundo tem passado, explorando 6 grandes tendências para as próximas 5 décadas: mudanças climáticas, alteração da biodiversidade, crescimento da população e da longevidade, maior integração e diferenciação de culturas, avanço da tecnologia e expansão do conhecimento.
Tudo isso de forma muito interativa e sensorial com projeções, jogos e instalações audiovisuais.

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A parte mais interessante é a primeira etapa da exposição principal, uma experiência imersiva em um domo de 360° onde é projetada uma verdadeira viagem sensorial pelo universo.
Mas os jogos e exposições que se seguem também impressionam.

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Além de todo o conteúdo que encanta lá dentro, desde a entrada somos seduzidos pela arquitetura do edifício. O projeto é do arquiteto Santiago Calatrava, o mesmo que projetou a Cidade das Artes e Ciências de Valência, a Ponte de La Mujer em Buenos Aires e a Gare do Oriente em Lisboa.

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O formato do edifício foi inspirado nas bromélias do Jardim Botânico e é todo cercado por espelhos d’água em meio ao remodelado Pier Mauá, na região portuária do Rio.

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Além da exposição principal, completam as atividades do museu um espaço para exposições temporárias e um laboratório.
Atualmente está em cartaz a exposição temporária “Perimetral”, que mostra a implosão do Elevado da Perimetral – projeto assinado por Vik Muniz, Andrucha Waddington e do estúdio SuperUber. A exposição que vai substitui-la é a mostra “Santos Dumont – o grande visionário brasileiro”, com curadoria de Gringo Cardia. Está previsto ainda para o primeiro semestre de 2016.

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Já no laboratório está a mostra “É permitido permitir”, dividida em 3 partes: Copylight Factory, Free Beer e Passeio das Baratas.
No Copylight Factory o visitante pode montar luminárias baseadas em modelos assinados por designers famosos, que posteriormente são leiloados a preços simbólicos. No Free Beer, uma receita de cerveja é recriada ao vivo (e depois pode ser provada no café do museu).

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Já o Passeio das Baratas é bem mais desafiador. Os visitantes são convidados a percorrer o museu vestidos como baratas, visando que eles enxerguem o mundo sob o ângulo desses insetos.
As atividades do laboratório têm horário específicos e você pode conferir a agenda no site do museu.
Você pode registrar toda a sua visita no museu através de totens espalhados; basta encostar o cartão-ingresso em cada área que visitou. Depois o seu percurso é enviado por e-mail, caso tenha feito um cadastro prévio na mesa interativa que fica ao lado da entrada da exposição principal.

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Com tantos adjetivos não é de se estranhar que as filas para o museu fossem enormes desde a sua inauguração.
A novidade é que desde a última segunda, 22 de fevereiro, começaram as vendas on-line com horário marcado.
E é altamente recomendável comprar os ingressos on-line, pois as filas são realmente grandes, podendo chegar a 2 horas de espera nos horários de pico. Idosos, deficientes e crianças têm filas prioritárias que funcionam bem. Os idosos e deficientes podem ter um acompanhante e crianças até 5 anos, até dois acompanhantes.

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O ingresso custa R$ 10.
Têm direito à meia entrada: pessoas com até 21 anos; estudantes de escolas particulares; estudantes de universidades particulares e públicas; pessoas com deficiência; servidores públicos, moradores ou naturais do Rio de Janeiro; e clientes Santander (basta mostrar o cartão do banco na bilheteria do museu, não precisa usá-lo pra compra).
O museu é gratuito para estudantes da rede pública; professores da rede pública; pessoas com até 5 anos ou a partir de 60 anos; e guias de turismo. Às terças-feiras o museu é gratuito para todos.
É possível comprar o ingresso do Museu do Amanhã combinado com o Museu de Arte do Rio de Janeiro, o MAR, que fica ao lado. O ingresso combinado custa R$ 16.
Há visitas guiadas pela exposição principal aos sábados e domingos, às 16h (grupos de até 20 pessoas e gratuito para visitantes do museu), que devem ser reservadas na bilheteria com 30 minutos de antecedência.
Quem visita o Rio numa parada de cruzeiro, chega ao museu caminhando a partir do desembarque no porto.
*Dica: para quem vai de carro há estacionamento na frente do museu por R$ 40 aos finais de semana (independente do tempo de permanência) mas na Av. Venezuela, que é bem próxima ao museu existem opções por R$ 25 (finais de semana), também independente do tempo de permanência.
Em breve, o acesso ao museu vai ficar ainda mais fácil com a instalação do VLT (um bonde elétrico que já está em andamento).
Ele ligará o centro do Rio, a rodoviária, o aeroporto Santos Dumont, a Estação das Barcas e a Central do Brasil. Presenciei um teste na ocasião da minha visita e vi o que nos aguarda nos próximos capítulos.

Foto: Sara Meirinho
Onde encontrar:
Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro, RJ
www.museudoamanha.org.br
O museu funciona de 10h às 18h de terça a domingo. Às segundas está fechado.
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