Tendências em viagens por Rogéria Pinheiro
Bem longe do Brasil, a 11.631 quilômetros de distância, no meio do Oceano Pacífico, está a Nova Zelândia. Pequena no tamanho, mas enorme na diversidade de paisagens e atividades.
O país encantador, que ficou popular entre nós em filmes como “O Piano” e, principalmente, com a trilogia “O Senhor dos Anéis”, atrai cada vez mais viajantes interessados em explorar a natureza praticamente intocada e interagir com um povo extremamente hospitaleiro e amável.

Foto: Reprodução
A Nova Zelândia é dividida entre Ilha do Norte e Ilha do Sul, cada uma com seus encantos e que, juntas, tornam a viagem inesquecível.
Na Ilha do Norte, estão as famosas cidades de Auckland e Rotorua e a capital Wellington.

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Auckland é a porta de entrada para o país. Cosmopolita, é intitulada a cidade das velas e é a mais populosa cidade do país. Oferece vibrante vida noturna e cultural, além de prédios históricos, que preservam a herança dos colonizadores ingleses, museus e galerias de arte que retratam a história dessa jovem nação.
É muito legal fazer um passeio de barco ao fim do dia e explorar as áreas de Wynyard Quarter e Viaduct Harbour bem no centro da cidade.

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A apenas alguns quilômetros de Auckland também há belas praias visitadas por baleias, golfinhos e, claro, surfistas. Cenários de tirar o fôlego.

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O melhor jeito de se conhecer a Nova Zelândia é de carro, apesar da mão inglesa. As estradas cênicas são excelentes em todos os sentidos, nadinha de trânsito, a não ser que você cruze com um rebanho de ovelhas no caminho – daí o jeito será parar e aproveitar o momento!

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Saindo de Auckland, seguindo para direção sul, mas ainda na Ilha do Norte, a próxima parada deve ser Rototura, cidade famosa por preservar e incentivar os turistas a conhecer a cultura maori.
Os maori são os tangata whenua, o povo nativo da Nova Zelândia que chegou por lá há mais de 1.000 anos, vindos de Hawaiki sua terra natal, na Polinésia. Hoje compõem 14% da população da Nova Zelândia e sua história, língua e tradições são fundamentais para a identidade cultural do país – leia mais aqui.

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Visitar o Museu Maori e assistir uma apresentação de canto e haka (danças de guerra antigas) tradicionais é uma boa pedida para conhecer um pouco mais dessa cultura tão diferente.
Outra atração super bacana em Rotorua são os géiseres e as piscinas termais. A uma hora e meia de Rotorua está o cristalino Lago Taupo e as Huka Falls. O Parque Nacional Tongariro é parada obrigatória aos aventureiros e lá aconteceram várias filmagens de “O Senhor dos Anéis”.

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Vale a pena experimentar caminhadas como o Tongariro Alpine Crossing, que cruza as encostas de três vulcões do parque, passando por crateras fumegantes, fluxos de lava petrificados e lagos termais. Experiência única.

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Na Ilha do Sul, as cidades que não podem faltar no roteiro são Christchurch e Queenstwon.
A mais inglesinha das cidades neo-zelandezas, Christchurch sofreu muito com o último forte terremoto em fevereiro de 2011. Até hoje a cidade não se reconstruiu, mas com certeza redescobriu um jeito de seguir atraindo e recebendo seus visitantes. Hoje as áreas mais afetadas têm estrutura e são pontos de visitação na cidade. Nos arredores de Christchurch é possível fazer um belíssimo passeio de balão e ter a oportunidade de apreciar o visual deslumbrante lá de cima.

após o terremoto em Christchurch
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Sempre seguindo ao sul, o caminho até Queenstown é simplesmente um arraso. Montanhas de picos nevados e lagos verde esmeralda são a paisagem principal, que durante o ano todo são belíssimas, seja pelo colorido das flores entre primavera e verão, ou pelo branco da neve intocada durante o inverno.
É possível parar em Hokitika e Greymouth, na região de West Coast e visitar as geleiras Franz Josef e Fox – veja aqui. Rios gigantes de gelo espremeram os vales e agora estão a apenas 250 metros acima do nível do mar. O Lago Tekapo é o sonho de qualquer fotógrafo: montanhas cobertas de neve, o lago de um intenso azul turquesa e o lindo e pequeno templo, a Church of the Good Shepherd.

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De lá se tem vista privilegiada do Mount Cook através dos vitrais do altar. Lindo demais! Entre abril e setembro, é o melhor lugar para apreciar a aurora austral, equivalente à aurora boreal. Por conta das noites claras e a pouca poluição de luz, a observação desse fenômeno é um verdadeiro presente aos visitantes.

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Para fechar a viagem com chave de ouro, a eleita é Queenstown, localizada às margens do Lake Wakatipu e entre magníficas montanhas. A atmosfera é propícia para atividades ao ar livre e é assim que Queenstown é conhecida, como a cidade dos esportes radicais.
Se seu sonho é aventurar-se experimentando emoções e muita adrenalina, esse é o seu destino! Bungy jump, paraquedismo, shotover jet boat, raftings e até luge.

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Para os mais tranquilos a dica é visitar algumas das vinícolas da região. O vinho neo-zelandês é delicioso e vale a pena uma degustação! Explorar a região no entorno da cidade te leva a descobrir a impressionante paisagem de Central Otago. É possível reconhecer algumas das locações da Terra Média, de “O Senhor dos Anéis”, também filmado na região. A a história da mineração de ouro de Arrowtown também é superinteressante.
E para todos os estilos de viajantes um passeio pelos fiordes de Milford Sound, descritos por Rudyard Kipling como a “oitava maravilha do mundo”.
Milford Sound foi esculpida por geleiras durante as eras glaciais e a visão destes fiordes fazem cair o queixo em qualquer época do ano, em especial durante verão, quando as chances de neblina são menores. É possível chegar lá em cruzeiros de dia inteiro ou voos panorâmicos, que saem de Queenstown a Milford Sound em um avião de pequeno porte e volta via terrestre.

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A Nova Zelândia é a combinação perfeita entre paisagens naturais espetaculares com pessoas bem receptivas e uma infra-estrutura turística invejável. O país oferece de charmosos hotéis boutique até lodges que oferecem a mais sofisticada experiência de hospedagem.
Tudo isso ficará mais acessível aos brasileiros! A partir de dezembro 2015, a Air New Zealand, em codeshare com a Aerolineas Argentinas, irá operar voos diretos da América do Sul para o país. Serão 3 frequências semanais a partir de Buenos Aires direto a Auckland. As reservas estarão liberadas de março em diante. Então se você nem cogitava colocar a Nova Zelândia na sua lista de destinos pela distância, já pode começar a planejar e se jogar nessa surpreendente aventura!

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