Esqueça um pouco os lindos templos budistas e hindus do sudeste asiático.
Ao chegar em Luang Prabang, o contato com os monges se dá na própria rua e o diferencial são as belezas naturais do Laos.
Anote o que não pode ficar de fora do seu roteiro:
(1) Alms Giving
Como contei aqui, Luang Prabang é o único local da Ásia onde os monges saem às ruas diariamente para receber doações de alimentos. É o Alms Giving.
Todos os dias, no amanhecer, eles percorrem a rua do mercado noturno enfileirados, e as pessoas ficam sentadas no chão ou em cadeirinhas baixas, enchendo seus cestos de comida, sobretudo sticky rice.

Foto: Ana Maria Junqueira
Para participar, esteja pronto por volta das 5h30 e posicione-se em um espaço livre na citada rua onde acontece o mercado noturno. Use roupas longas, nada de joelhos e nem ombros de fora. Você pode prender também um tecido sobre apenas um dos ombros, como os locais fazem. E pés descalços para o contato com os monges.
Eles vêm em grupos, em silêncio. Não se deve cumprimentá-los, e nem olhá-los diretamente nos olhos (o que é difícil, em um momento tão mágico). Pode tirar fotos mas sem flash. Por ser durante o amanhecer, a luz é péssima e as fotos não ficam boas. Mas se desapegue disso; o que importa é a lembrança que ficará na sua memória, pois a câmera não consegue captar a energia e a tranquilidade que esses monges passam mesmo!

Foto: Ana Maria Junqueira
A comida é feita pelos locais e, muito embora seja um pouco fora da intenção do ritual comprá-la já pronta, uma vez que o intuito é cozinhar para os monges, aos turistas não resta outra saída.

Foto: Ana Maria Junqueira
Depois da peregrinação, caso seus cestos já estejam suficientemente cheios, os monges devolvem um pouco dos alimentos às pessoas simples locais, em um gesto de solidariedade que é lindo de se ver. A comida arrecadada é reunida e compartilhada entre todos os religiosos de cada templo, e servirá como alimento por todo o dia. Eles comem apenas uma vez por dia e, no dia seguinte, o próximo Alms Giving irá abastecê-los.

Foto: Ana Maria Junqueira
Dá para assistir, sem participar. Mas se tiver um pouquinho de vontade que seja, eu recomendo o esforço de acordar cedo e preparar-se para o ritual. Imperdível.
(2) Cachoeiras Tat Kuang Si
A cerca de 1 hora de Luang Prabang estão provavelmente as cachoeiras mais lindas que você já viu. Não são altas e nem com um imenso volume d’água como as Cataratas do Iguaçu ou as Victoria Falls. O que impressiona é a cor da água, azul e verde, emana vida!

Foto: Ana Maria Junqueira
A coloração é por conta do fundo de limestone e algumas são multi-camadas. Dá para entrar na água e eu recomendo, se o tempo não estiver muito frio. Tem um vestiário, precário, mas onde dá para se trocar. Leve toalha.

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
Planeje-se para sair por volta das 8h da manhã do hotel, pois pela manhã, o local é bem mais vazio e entrar na água por volta das 10h é o timing perfeito – a partir das 11h já começa a encher.

Foto: Ana Maria Junqueira

Para ingressar no Parque Tat Kuang Si é necessário pagar uma taxa de cerca de 20.000 kip. Antes de chegar às cachoeiras, estão ursos pretos asiáticos resgatados e que são cuidados pelo parque. Dá para avistá-los a partir de um deck de madeira.

Foto: Ana Maria Junqueira
O ursos estão isolados por cercas e alambrados e o deck de visualização fica um pouco mais alto. Dá para vê-los bem!

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
Os funcionários escondem a comida e os ursos depois saem à caça de alimento.

Foto: Ana Maria Junqueira
(3) Elephant Camp Shangri-Lao
Um pouco fora do centrinho de Luang Prabang, a 3km do vilarejo de Ban Xieng Lom, está o Shangri-Lao, um santuário de elefantes mantido no mesmo local em que Dr. Neis, um explorador francês do século 19, desbravou a área em 1883.
O termo “Shangri-La” vem de Xiangbala e tem origem no tripitaka do budismo tibetano. Tem um senso de “jardim do Éden”, de utopia…
No Shangai-Lao saem expedições com elefantes. Para montar e descer do animal, só por meio de uma construção de madeira alta o suficiente, pois os animais não se abaixam para as pessoas subirem no seu lombo como fazem, por exemplo, os camelos.

Foto: Ana Maria Junqueira
Os passeios saem em direção ao rio Nam Kahn, atravessando, inclusive o rio com o elefante. Depois seguimos por uma trilha pela mata e pudemos nos revezar para sentar no pescoço do elefante e ter a sensação de que estávamos dirigindo-o, pelo tempo que quiséssemos.

Foto: Ana Maria Junqueira
Para montar no pescoço do elefante, recomendo usar calça comprida. Eu comprei uma baratinha no mercado, com esse tipo de estampa de elefante mesmo, bem tradicional do sudeste asiático.

Fotos: Ana Maria Junqueira
No final, um almoço montado com vista para mais uma das belas cachoeiras do Laos…

Foto: Ana Maria Junqueira
A volta foi a pé numa trilha (dica: vá de tênis), um trecho feito de barco, e dá ainda para dar um mergulho em uma das cachoeiras do complexo se quiser. Uma experiência que fica na memória.

Foto: Ana Maria Junqueira
(4) Mercado noturno
O “night market” de Luang Prabang, como já vimos aqui, é o que mais vale perder um tempinho durante a viagem.

Foto: Ana Maria Junqueira
O mercado é instalado em barracas por toda a rua, que ocupam balcões e o próprio asfalto, com os mais variados produtos: bolsas, carteiras, toalhas de mesa, almofadas, vestidos, bijuterias e assim por diante.

Foto: Ana Maria Junqueira

Foto: Ana Maria Junqueira
O artesanato é colorido e original, e os preços ainda não estão inflacionados de olho nos turistas. São muito baratos e, ainda assim, têm margem para negociação.

Foto: Ana Maria Junqueira
(5) Rio Mekong
O rio Mekong é um dos maiores rios do mundo e tem 1.535km. Nasce no Tibet, passa por China, Myanmar, Tailândia, Laos, Cambodia e Vietnam.

Foto: Ana Maria Junqueira
A água é cor de terra, por conta da erosão dos barrancos ao longo da margem.

Foto: Ana Maria Junqueira
Dá para caminhar pela margem do Mekong, fazer um passeio de barco pelo rio e até ver as cavernas Pak Ou, que abrigam centenas de imagens de Buda. Seja qual for a sua escolha, não deixe ao menos de contemplar o rio em Luang Prabang.

Foto: Ana Maria Junqueira
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