Hotéis de luxo por Lala Rebelo
Saint Martin é simplesmente a menor ilha do mundo dividida entre dois países. França e Holanda compartilham, desde 1648, esse território no Mar do Caribe, com aproximadamente 90 mil habitantes. A fronteira é apenas um obelisco no local que marca a divisão, e a circulação de locais e turistas entre os dois lados é livre.
Mas apesar de estarem lado a lado e conviverem harmonicamente, os dois lugares tem encantos distintos. A Saint Martin francesa é FRANCESA mesmo… Fala o idioma, respira gastronomia, a placa dos carros é da União Europeia e a moeda em circulação é o Euro. Um lugar cheio de charme (e de sol caribenho, claro!).
Muitos imaginam que uma viagem a St. Martin se resuma apenas a praias. Claro que você irá a muitas delas (são todas lindas!) e passará boa parte do tempo entre areia e mar… Entretanto, há muitas outras atividades imperdíveis nesse lado da ilha que, com certeza, tornarão a sua experiência ainda mais completa e inesquecível.
O que não pode ficar de fora do seu roteiro de viagem para St. Martin:
Marigot
Esse é o nome da capital do lado francês de Saint Martin, que é muito visitada durante o dia por causa dos cafés, restaurantes, lojas, mercados e edifícios históricos. Caminhar por suas ruas é muito agradável.

Foto: Lala Rebelo
Não deixe de passear pela Rue de la Republique para ver um pouquinho da arquitetura típica do período colonial. Para os que gostam de arte, nessa mesma rua (nº6) encontra-se o ateliê do pintor Sir Roland Richardson, que teve o estilo de suas obras apelidado de “impressionismo caribenho”. Eu achei realmente muito bonito e original.

Foto: Lala Rebelo
Fazer umas comprinhas vai muito bem, afinal St. Martin é uma ilha livre de impostos. Também na Rue de la Republique, pertinho da marina, há um shopping chamado West Indies Mall, onde você encontrará lojas de roupas, perfumes, acessórios, joias e muito mais.

Foto: Lala Rebelo
Diariamente acontece uma feirinha de artesanato em Marigot, na Place du Marché, lugar ideal para comprar lembrancinhas e provar o verdadeiro rum caribenho, que é uma delícia (torça para essa barraquinha estar lá no dia da sua visita!).

Foto: Lala Rebelo
Fort Louis
No mesmo dia em que for fazer turismo em Marigot, não deixe de incluir o Fort Louis em seu roteiro. Os muitos degraus podem até parecer cansativos (afinal, faz calor em St. Martin o ano todo), mas a vista lá de cima valerá a pena. Na paisagem: o mar azul turquesa do Caribe, a cidade de Marigot e a lagoa de Simpson Bay. O horário mais lindo para ir é no pôr do sol.

Foto: Lala Rebelo
A construção do forte foi concluída em 1789 e sua função era defender a população francesa que habitava a ilha e que tinha suas colheitas saqueadas ou destruídas por piratas ingleses. Cumpriu seu papel de proteção até 1820.

Foto: Lala Rebelo
Orient Bay
A Orient Bay, ou “Baie-Orientale” em francês, é a praia mais famosa da ilha e uma das mais lindas, na minha opinião (para quem gosta de praia com extensa faixa de areia, a perder de vista, esse lugar é o paraíso).
Orient Bay foi apelidada de “St. Tropez do Caribe” e basta uma visita ao local no fim de semana (ou em qualquer dia da alta temporada, que vai de dezembro a abril), que você entenderá o porquê. Bares pé-na-areia, tocando música animada e cheios de clientes que até sobem em cima das mesas para dançar, enfileiram-se por toda a praia. O estabelecimento pioneiro é o Waikiki Beach.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Para os que querem descansar e tomar sol, há centenas de espreguiçadeiras na areia, e para os que gostam de esportes aquáticos mais radicais, opções não faltam. Que tal um voo de parasail ou uma experiência no fly-board?

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Atenção! Parte da praia em Orient Bay é nudista (ponta direita). Só caminhe até lá se você gostar desse tipo de experiência!
Experiências gastronômicas em Grand Case
St. Martin é considerada a capital gastronômica do Caribe. O título se deve principalmente à mistura de influências (França + Antilhas) e à habilidade dos chefs são-martinhenses. O melhor lugar para provar dessa gastronomia é no vilarejo de Grand Case, localizado no norte da ilha. Ali você poderá viver um verdadeiro mix de experiências: da mais refinada à mais popular.

Foto: Lala Rebelo
De acordo com o Caribbean Journal, dos 50 melhores restaurantes de todo o Caribe, 6 estão em St. Martin. E quase todos ficam em Grand Case. Uma boa opção à beira-mar que é um charme é o Le Shambala.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Assim como comer em um restaurante chique, com chef renomado, jantar em um dos típicos lolos também é imprescindível. “Lolos”, que significa “local” e “low cost”, são quiosques simples que servem comida creoula. Não deixe de provar os Johnny cakes (pãezinhos fritos) e os acras (bolinhos de bacalhau).

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Sentier des Froussards (trilha)
Uma trilha linda que liga a praia de Anse Marcel (calminha e protegida, amada pelos turistas e locais) à praia de Grandes Cayes, passando pela charmosa, selvagem e deserta praia de Petites Cayes, que tem um mar azulzinho até mesmo nos dias mais nublados.

Foto: Lala Rebelo
Fazer a trilha completa leva em torno de 2h30, mas para ir de Anse Marcel a Petites Cayes basta apenas 1 hora. Prepare-se para ver muitas espécies de plantas (inclusive, muitos cactos!).

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Obelisco da fronteira
Esse item é apenas uma rápida passada em seu roteiro. O obelisco foi edificado em 1948 para celebrar o aniversário de 300 anos da divisão da ilha entre franceses e holandeses (Tratado da Concórdia).

Foto: Lala Rebelo
Passeio de barco: Pinel Island, Tintamarre e Creole Rock
Um jeito muito bacana de conhecer uma ilha por completo é fazendo um passeio de barco ao seu redor. Recomendo a empresa Caribbean Marines, que nos atendeu com um barco novinho e um serviço impecável.
Da água, foi possível ver várias praias de St. Martin, assistir ao pouso de um avião no famoso aeroporto Princess Juliana (SXM) e ainda visitar ilhas próximas, que são verdadeiros paraísos.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
São elas:
Pinel Island
Uma ilhotinha muito próxima da costa de St. Martin, ligada por um ferry que parte de Cul de Sac (para os que não forem fazer um passeio privativo de barco, o ferry é uma excelente opção). Pinel tem areia branquinha e está rodeada de mar azul clarinho. O restaurante Karibuni serve pratos deliciosos e dispõe de espreguiçadeiras na praia.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Tintamarre
Ao meu ver, um dos lugares mais lindos de St. Martin. Tintamarre é uma ilha deserta com mar muito azul turquesa e falésias alaranjadas. Faz parte da Reserva Natural Nacional Francesa. Muita vida marinha pode ser avistada ali.

Foto: Caribbean Marines

Foto: Caribbean Marines

Foto: Caribbean Marines
Creole Rock
Não é uma ilha e, sim, uma rocha no meio do mar que é conhecida por ser um excelente spot para mergulhos de snorkel.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Tijon, criação de perfumes personalizados
Uma experiência completamente diferente e inesperada em St. Martin. A Tijon é uma perfumaria local que oferece aos visitantes a possibilidade de criar um perfume customizado. Em uma sessão de aproximadamente 1 hora, chamada Mix & Match, você aprende sobre a composição de um perfume e depois escolhe entre centenas de óleos, os seus preferidos para montar a sua fragrância.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Loterie Farm
Mais uma opção para aqueles que querem um “descansinho” de praia (como se fosse possível cansar das praias de St. Martin, né?!). Essa fazenda, que já foi uma refinaria de açúcar, está localizada no ponto mais alto da ilha, o Pic Paradis.
No local é possível fazer trilhas, arborismo, tirolesa e ainda curtir o L’eau Lounge (um “clube” para passar o dia, com uma piscina linda rodeada de verde e cabanas para alugar).
Quem quiser praticar uma atividade de aventura oferecida pela Loterie Farm chamada “Fly Zone Extreme” (uma combinação de zipline com arborismo e vários obstáculos), aqui fica um aviso: vá apenas se tiver um espírito bem radical e nenhum medo de altura e velocidade!

Foto: Lala Rebelo

Foto: Juliana Magalhães

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Baie Longue
Nenhum outro nome melhor poderia ser dado para essa praia, que é uma das maiores de St. Martin. Areia branquinha, mar muito azul turquesa e uma tranquilidade impressionante.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
É na Baie Longue que está localizado o luxuoso Hotel Belmond La Samanna, o único 5 estrelas de toda a ilha.

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo

Foto: Lala Rebelo
Quanta coisa diferente oferece o lado francês da ilha de St. Martin, né? E ainda tem mais!
Outras praias (Baie Aux Prunes, Baie Rouge, Friar’s Bay, Happy Bay e Petite Plage), a possibilidade de praticar surf ou mergulho com cilindro, fazer passeios de um dia para ilhas vizinhas (St. Barths, Saba e Anguila), andar a cavalo… Atividades não faltam.
Com certeza, você viverá dias incríveis nesse destino simpático, que é um pedacinho da França no Caribe!
[DICAS ÚTEIS]
Idioma – francês e holandês são os idiomas oficiais, mas inglês é bastante falado. Muitos falam também créole e até mesmo espanhol (herança da época da colonização).
Moeda – do lado francês da ilha, a moeda oficial é o Euro, e do lado holandês é o Florin das Antilhas Neerlandesas, porém o Dólar Americano é amplamente aceito nos dois lados.
Transporte – sem dúvidas, o melhor jeito de se locomover na ilha é alugando um carro. A direção é à esquerda, como no Brasil. Recomendo viajar com carteira de habilitação internacional.
Documentos – brasileiros não precisam de visto para entrar em St. Martin. Apenas passaporte válido.
Melhor época para ir – faz calor o ano todo em St. Martin, porém a alta temporada vai de dezembro a abril, quando chove menos e há vários eventos acontecendo pela ilha. Maio também é um ótimo mês para ir, pois fica tudo muito mais vazio.
Eletrecidade – 220V
Como chegar – a maneira mais fácil de ir do Brasil a St. Martin (SXM) é de Copa Airlines, com conexão na Cidade do Panamá (PTY).

Foto: Lala Rebelo
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