Durante o cruzeiro Regent Seven Seas pelos países bálticos, fizemos diversas paradas maravilhosas. São Petersburgo foi uma delas – e agora você confere as dicas de passeios pela linda cidade!
São Petersburgo, cidade com o maior porto do Báltico, foi originalmente concebida pelo imperador Pedro, o Grande e, por isso, é toda planejada. Hoje abriga 5 milhões de habitantes, sendo a segunda maior cidade do país.
Dizem que “São Petersburgo é europeia demais para ser russa. E russa demais para ser europeia”. A verdade é que é uma perfeita combinação entre ocidente e oriente. É tida como a Veneza do norte, em razão dos charmosos canais e pontes, além de 47 ilhas.

Foto: magari blu
Confira dicas úteis e passeios imperdíveis em São Petersburgo:
*Brasileiros precisam de visto para ir à Rússia?
Não. Desde 2008, os brasileiros têm isenção de visto para visitar a Rússia e podem circular livremente pelo país por até 90 dias.
*Quando ir?
A melhor época para se visitar a Rússia é o verão. São apenas 40 dias de sol por ano em São Petersburgo e eu tive a sorte de aproveitar 3 dias ensolarados e quentes no início do mês de agosto.

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*Quantos dias ficar?
São Petersburgo é linda, mas tão linda, que nos deixa de queixo caído. E a quantidade de museus, palácios e passeios para se fazer é ilimitada! Por isso, a primeira dica que posso dar é passar pelo menos 3 noites na cidade para poder explorá-la sem pressa, assim como os palácios nos arredores.

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*Locomovendo-se em São Petersburgo
A maioria das pessoas não fala inglês, portanto recomendo que peça táxis sempre em locais de confiança, como hotéis e restaurantes, para que combinem com o motorista o seu destino final. Eu não me arrisquei no metrô, em razão da língua.

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*O euro é aceito em São Petersburgo?
A moeda local é o rublo e o euro não é amplamente aceito. Para fazer a conversão, 1 real brasileiro corresponde a cerca de 16 rublos.
*O que fazer?
Hermitage
O museu Hermitage, o mais famoso de São Petersburgo e um dos mais conhecidos do mundo, está instalado no Palácio de Inverno. Com suas 1.000 salas, foi construído para a imperatriz russa Elizabeth, como a maior residência do planeta.

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O museu não abre às segundas-feiras e a entrada custa 400 rublos. Para ter acesso a Gold Room, a sala do ouro, é preciso pagar um valor extra de 300 rublos. Optei por não visitar a Gold Room, pois em outras salas do museu se vê muito, muito ouro dos imperadores, assim como nos outros palácios nos arredores de São Petersburgo que tive a oportunidade de visitar.

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Catedrais
Não deixe de visitar também as catedrais de São Petersburgo, como a St. Isaac (em frente ao hotel Four Seasons) e a St. Peter Paul.

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Parece mámore rosa e verde, mas são pinturas nas colunas
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A Catedral do Nosso Salvador do Sangue Derramado é talvez a igreja mais bonita na qual eu já estive. Seu exterior impressiona pelas cores e formas inusitadas quem está acostumado a visitar as sóbrias catedrais italianas e francesas.

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O interior, por sua vez, é todo enfeitado com mosaicos coloridos, numa harmonia viva e cheia de história, que enche os olhos. É linda demais!

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Peterhof e Palácio da Catarina
A uma hora de São Petersburgo, estão, respectivamente, o Palácio Peterhof, assim como o Palácio da Catarina, que encantam pela magnitude e pela riqueza de detalhes, arte e peças de mobiliário da época dos czares.
Peterhof é o meu favorito. Localizado na cidade que leva o mesmo nome, o palácio é lindo de morrer, de frente para o mar (apesar de estar a uma distância razoável da água). Recepções eram organizadas pelos czares na propriedade, de maio a setembro, durante o verão.

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“Peterhof” significa a corte ou então os jardins de Pedro – que são realmente um espetáculo!

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A entrada custa de 300 a 500 rublos, dependendo do dia da semana, e os sapatos levam proteção para não danificar os mosaicos de madeira do piso no interior do palácio. Durante o verão, todos os dias às 11h tem show nas fontes.
O Palácio da Catarina, localizado em Pushkin, encanta também pela riqueza de detalhes. A entrada custa 400 rublos. O piso, também de mosaicos de madeira, contrasta com os detalhes de ouro.

Foto: magari blu

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O grande destaque do palácio é a sala do âmbar, toda trabalhada na resina fóssil – material que faz, até hoje, o maior sucesso nos países bálticos, muito utilizado em joias e enfeites.

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Ali ao lado, está ainda o Museu da Carruagem, que também é interessante de ser visitado, com vários veículos de diferentes períodos. Ares de Cinderella!

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*Onde provar strogonoff?
O strogonoff, prato que amamos loucamente no Brasil, tem origem russa e se chama stroganoff por lá.
O original não vem acompanhado de batata palha e nem de arroz, e sim, de purê de batata, pepino e beterraba. O gosto em si é parecido, bem saboroso. Por ser um prato típico russo, pode ser encontrado em diversos restaurantes em São Petersburgo. A nossa dica é prová-lo no agradável terraço do hotel Belmond Grand Hotel Europe.

Foto: magari blu
Por quê lá? Porque é o hotel mais tradicional da Rússia, com arquitetura riquíssima em detalhes, além de ter um bar lindo no seu interior. Vale a visita, mesmo para quem não estiver hospedado.

Foto: Divulgação
Onde encontrar:
www.belmond.com
*Confira mais dicas de São Petersburgo aqui!

Ei Ana,
Estou querendo ir para a Rússia o ano que vem, para conhecer Moscou e São Petesburgo.
Sempre viajo sozinha e sou eu mesma quem monto minhas viagens.
Mas tudo que tenho lido a respeito da Rússia é que é uma país difícl… pois não falam inglês e tudo é escrito em russo.
Vc realmente acha complicado para uma mulher viajar sozinha para lá?
Obrigada!
Rogéria, realmente é difícil a comunicação na Rússia pois as pessoas em geral não falam inglês. Mas não acho que deva desistir por conta da barreira da língua. Peça sempre ao garçom ou concierge do hotel pedir táxi pra você e peça para que diga ao motorista o seu destino – isso já ajuda bastante – e não pegue táxi na rua. Contratar um guia também pode ser interessante.
Obrigada! Bj