Vizinhos de assento no avião podem ser uma experiência extremamente agradável. Tem aquele tipo que se senta, se acomoda, afivela o cinto, reclina a poltrona e dorme profundamente. Ele espera você ir ao banheiro para ir também, não puxa papo, não ronca e nem te incomoda. E ainda te ajuda a guardar e a retirar a mala de mão.
Ahhh… Se todos fossem assim…

Das centenas ou até milhares de voos que já peguei na minha vida tive essa sorte apenas poucas vezes, as quais conto nos dedos. Tenho uma sina para atrair os tipos mais espaçosos, esquisitos, desagradáveis para o meu ladinho no avião!
Uma vez estava na poltrona do meio – aquele temido assento – que já limita nossos movimentos, áreas de apoio para adormecer e a liberdade de ir e vir. Pois bem. Sentou-se ao meu lado, junto à janela, um simpático e falante chinês. De cara percebi que ele queria papear a valer. Bem, e eu não.
Quando não estou no clima de fazer amizades no avião, a tática infalível é fingir que estou dormindo. Assim fiz. E caí no sono efetivamente.
Dada certa hora, acordei com o chinês com um dos pés em cima da sua poltrona na janela, apoiando o outro pé em cima do braço da do corredor, fazendo uma verdadeira acrobacia para me pular e ir ao toalete sem me acordar. Fofo, não?! Não exatamente.
Imagine só o meu susto quando abri os olhos e vi um rapaz asiático literalmente em cima de mim, abrindo espacate no ar. Por pouco não solto um grito. Está aí uma das situações mais constrangedoras da minha vida.

Foto: Reprodução
Se assim não bastasse, a mesma simpatia em pessoa – pasmem – me fitava enquanto eu dormia. Percebi ao abrir os olhos, pela manhã, quando dei de cara com ele me olhando, todo entusiasmado, sorrindo e acenando:
– Good morning!
Se você ficou com medo, imagine eu.
Uma outra vez, tinha um sujeito ao meu lado de nacionalidade não identificada. Tinha o passaporte da União Europeia, mas uma fisionomia cuja origem facilmente se encaixaria em uma série de países e não esboçava muitas palavras e nem sotaque. Portanto, nacionalidade não identificada.
Ele esperou eu responder à aeromoça se queria peixe ou carne e escolheu o mesmo que eu. Quando terminei, não toquei na sobremesa, porque acho sempre aquelas frutinhas com cara de passadas.
O vizinho, ao perceber que eu havia finalizado o jantar, me perguntou:
– Você vai comer isso? – Apontando para as frutas.
– Não, por quê? – Respondi, um tanto assustada.
– Posso comer?
– Oi?
E, claro, repassei a minha sobremesa para um total desconhecido que, sem a menor cerimônia, assim me abordou.
Será que esse tipo de coisa só acontece comigo?
É por essas e por outras que um dos momentos mais tensos em minhas viagens é sempre a espera pela temida chegada do vizinho de assento!


adorei!!!!!! 🙂
Quem não tem o privilégio de viajar de executiva literalmente corre êstes riscos!!
Quando eu era jovem e viajava na “VILA NHOCUNHÉ” eu passava a noite com os comissários batendo papo fumando e bebendo!! Chegava no meu destino baleado mas não importunado !!!!!!
Hahaha Comigo aconteceu o oposto do Kabeça ,a única vez que fui em primeira classe, na Turquia, sentou ao meu lado um verdadeiro ‘sachet humano’!! Daqueles que nunca conheceu um desodorante na vida!
😀 😀 😀