Bienal Internacional Graffiti Fine Art no MuBE

A partir do dia 22 de janeiro, estará a aberta ao público a 2ª edição da Bienal Internacional Graffiti Fine Art no MuBE, em São Paulo.

Renata Junqueira de Azevedo Silva, Diretora de Relações Internacionais e de Coordenação Geral do MuBE, respondeu com exclusividade às nossas perguntas, contando mais sobre a Bienal, sobre a força do graffiti no Brasil e sobre os artistas que terão suas obras expostas.

Confira:

Magari blu: Você foi a idealizadora da Bienal Internacional Graffiti Fine Art do MuBE, que está na sua 2ª edição. Conte-nos como surgiu essa ideia.

Renata: A ideia partiu do princípio que o MuBE deveria mudar e assumir uma postura mais contemporânea no estilo do Palais de Tokyo em Paris. Reunir tudo o que é de ponta e super atual que se apresente na cidade de São Paulo e por conseguinte formar um novo público consumidor de arte, mais jovem e participativo. Para isso eu e o Binho Ribeiro, curador e grafiteiro, nos unimos e mergulhamos de cabeça nas 15 exposições do projeto Graffiti Fine Art e nas duas bienais. O MuBE se tornou a primeira instituição a abrir as portas ao Graffiti em São Paulo.

 

Mb: Quais os principais artistas que terão suas obras expostas na Bienal?

R.: Todos os 51 são  exponenciais, mas os mais festejados são o Kongo, artista francês que realizou recentemente uma linha de lenços da Hermès de grande sucesso, e o Daze, americano do Bronx das primeira gerações históricas do Graffiti. Entre os brasileiros os destaques são o Nunca e o Speto.

Kongo e um dos lenços criados para Hermès
Foto: Reprodução

Mb: Como você vê a passagem do graffiti das ruas até tornar-se tema de uma Bienal?

R.: O Graffiti é um movimento artístico que vem se consagrando mundialmente. É a manifestação mais legítima e significativa da arte contemporânea. Nada é mais atual. A passagem  das ruas para as paredes da Bienal no museu se torna uma oportunidade para que as obras possam ser apreciadas de uma maneira mais intimista e valorizada. Uma consagração merecida, pois como arte que é, está em constante desenvolvimento em sua técnica, conceito e suporte. Uma Bienal se torna  pertinente para analisarmos e compararmos todos os seus avanços.

 

Mb: Qual o status do graffiti brasileiro hoje no cenário internacional?

R.: O nosso Graffiti é muito inovador. Como grupo, é super respeitado, reconhecido e considerado por sua enorme qualidade.

 

Confira um pouco do trabalho dos artistas da Bienal Internacional Graffiti Fine Art:

Graffiti de Hendrik Beikirch na Coreia do Sul
Foto: Divulgação
Graffiti de Daniel Melim em São Paulo
Foto: Divulgação
Graffiti do Nunca, na fachada do Tate Modern, em 2008
Foto: Reprodução

Agradeço à Renata e ao MuBE pela atenção de sempre e convidamos todos a comparecer à Bienal!

Onde encontrar:

MuBE – Museu Brasileiro da Escultura
2ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art
De 22 de janeiro a 24 de fevereiro de 2013
Av. Europa, 218, São Paulo
Tel.: 11 2594-2601
mube.art.br
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 19h

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