Dicas de Berlim por Laura Amman
Quem pensa em cidade alemã charmosa, com casinhas de madeira e cortinas brancas de renda na janela, está pensando – pode-se generalizar – no sul do país. Berlim é conhecida por outras características. As opiniões variam; há quem diga que ela parou no tempo, que ela tem ótimos museus, que ela é underground. Mas a vantagem de Berlim é que, se ela não oferece certo charme, cidadezinhas ao seu redor o fazem.
Potsdam é a mais famosa delas – também é a mais próxima, apenas a 30 minutos de Berlim – leia mais aqui. Babelsberg, por sua vez, é um distrito de Potsdam, e é muito aconselhável que os visitantes de Berlim reservem uma tarde para conhecer esse lugar, especialmente o Parque Babelsberg (Park Babelsberg). A dica vem ainda em boa hora, considerando que o verão está acabando, mas ainda não acabou.

Foto: Laura Ammann
O Parque Babelsberg é um grande terreno muito verde e levemente acidentado, preenchido por trilhas (às vezes de vegetação mais densa, outras acessíveis a qualquer um), cercado por água e com diversos pontos turísticos, dos quais o mais majestoso é o Schloss Babelsberg; o Castelo Babelsberg. Sua localização é privilegiada; no alto de um pequeno morro, de onde se tem uma boa vista do parque, e perto da porção de água do Havel que cerca o parque.

Foto: Laura Ammann

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O castelo pertencia ao imperador Guilherme I e sua mulher Augusta e é hoje patrimônio declarado pela UNESCO. O planejamento do castelo foi feito em 1833 por Karl Friedrich Schinkel, responsável pela arquitetura de várias construções em Berlim e seus arredores. No século 19, além do estilo clássico, o estilo gótico inglês também representava a moda da época, pois era muito comum a adoção de estilos históricos, ou seja, de séculos anteriores.

Foto: Laura Ammann
Além de elementos clássicos e góticos, uma visão romantizada da arquitetura medieval também influenciou a construção do castelo real. Essa mistura, rara na região, torna-se uma ótima oportunidade para o viajante observador.

Foto: Laura Ammann
Hoje o castelo é aberto a visitações e faz parte da fundação prussiana de palácios e jardins do estado de Brandemburgo. A exposição atual, que vai até o próximo 15 de outubro, enfatiza a predileção do então imperador e sua mulher por jardins e jogos de água artificiais (entenda-se fontes, caminhos e canaletas d’água, pequenas cachoeiras, etc.).

Foto: Laura Ammann
Na mostra é possível ver como essas instalações eram justamente na época em que foram realizadas, especialmente para o casal real, pelo Príncipe Pückler, uma espécie de “jardineiro” de luxo (Gartenkünstler). De Augusta, Pückler até ganhou um apelido: o mágico (der Zauberer).
Outra boa notícia, para quem tem tempo curto é que para visitar parte desse jardim não é preciso nem entrar na exposição. O próprio castelo está ambientado em maravilhosos caminhos de flores e trilhas. O passeio em seu entorno já vale muito a pena.

Foto: Laura Ammann

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