Imagino que muita gente volte para casa depois de um período fora com um alívio imenso. Felizmente, não foi o meu caso.
Tanto é que dei um jeitinho de fazer meu retorno aos trópicos em doses homeopáticas. Sinceramente, faltou coragem de voltar de vez de uma vez só. Por isso, vim e volto, mesmo que não por muito tempo e só para defender a minha tese do mestrado.
É… Roma é tão especial para mim que não tive coragem de abandoná-la de uma vez. Vou precisar de um flashback.

“Sim a todas as vezes que você tentou deixar Roma; sim a todas as vezes que voltou; sim ao amor eterno por esta cidade; sim a uma Nastro [Azzurro, a cerveja] gelada na Piazza Trilussa”
Foto: magari blu
Porém, mesmo sabendo que ainda vou revê-la, confesso que partiu meu coração deixá-la.
Hesitei muito em começar a fazer as malas. E me via com 3 malas abertas pelo apartamento olhando para mim, inacabadas, sem conseguir decidir o que levar. Afinal, cada coisinha que entrasse naquelas malas não voltaria para Roma…
A despedida se prolonga para pessoas que, quando você chega, nem imagina que farão parte da sua vida e, mais ainda, que você fará parte da vida delas.
Meu último dia em Roma – da primeira partida – foi regado a olhos cheios de lágrimas da manicure à mocinha que vende água e chá verde.
Nestas horas, nos damos conta de como criamos raízes nos lugares que passamos – sem ser de passagem. Realizamos como podemos achar pessoas especiais fora de casa, que vêem em nós a concretização de um sonho, um sorriso no rosto, um rosto desconhecido que vem a ser conhecido. E que também se apegam. Isso facilita muito a vida em um território desconhecido. Mas dificulta muito a partida…
Como já era de se esperar, mais difícil ainda foi me despedir das minhas amigas. Pessoas que jamais conheceria se não fosse por este período romano, que se infiltraram no meu dia-a-dia e me ajudaram tanto. Protagonistas cheias de coragem que também saíram da sua zona de conforto e acharam seu lar onde eu, nem que provisioriamente, achei o meu.
Mas quer saber? O mais difícil mesmo foi estar prestes a entrar no táxi para o aeroporto e receber a visita surpresa de um amor italiano. Correndo, quase que sem fôlego, dizendo “estou na porta da sua casa”, enquanto eu descia as malas para o térreo.
Se todo o meu ano romano foi filme, não poderia ter final mais cinematográfico.

Chorei, lagrimas e mais lagrimas Aninha. Talvez por ter passado minha lua de mel na Italia e ter vivenciado com parentes do Paulo de Roma e Pola, senti os mesmos sentimentos que voce. Itália é tudo…. desejo boa sorte na sua volta!!! Beijo
Oi, Pat! Obrigada…que bom que você gostou do texto e também da Itália…se emocionou… Realmente, é difícil deixá-la…
Um beijo grande
Tesorina, lagrimas escorrendo aqui!
Semana emocionante demais… num guento!!!
Manu!!!!! Você sabe bem o que eu tento colocar em palavras…escrever é mais fácil, porque dá para engolir o nó na garganta.
Obrigada por tudo!
Tanti baci
que lindo! amei! welcome back!
bjs Betina
Obrigadíssima, Betina!
beijos