Diário da lua de mel por Ana Maria Junqueira
Durante a lua de mel, fizemos uma parada em Hermanus para uma noite no lindo hotel Birkenhead House – que já mostrei aqui.
A região está na rota de baleias e tubarões brancos. Escolhemos fazer o mergulho na gaiola para ver os tubarões em Gansbaai, a cerca de 25 minutos de Hermanus e o passeio foi organizado pela empresa Marine Dynamics.

Foto: magari blu
O barco sai com cerca de 40 pessoas a bordo e leva meia hora para chegar em alto mar, onde é ancorado. Infelizmente, no dia do nosso mergulho, o tempo estava bem ruim, com chuva e o mar muito agitado – muito mesmo! Fazia frio já fora d’água.
Diante dessas condições, eu optei por não entrar na gaiola. A vantagem é que a visibilidade do barco é melhor do que dentro d’água. Os tubarões brancos são enormes (têm por volta de 4, 5 metros) e ficam bastante na superfície. Além disso, a água não é cristalina, é mais turva. Portanto, do alto, é possível vê-los perfeitamente e não me arrependi – fiquei quentinha e seca o tempo todo.

Foto: magari blu
Meu marido entrou, claro! A companhia oferece uma roupa de neoprene que cobre o corpo todo, com capuz (só o rosto e as mãos ficam de fora) e uma botinha para os pés.

Foto: magari blu
Não é necessário equipamento de mergulho, somente uma máscara para os olhos (que também é fornecida no local), pois a gaiola fica uns 30 cm para fora da água. As pessoas só afundam quando é anunciado o tubarão. “Shark, right!”, grita a staff, e todos se abaixam e viram-se para a direita, por exemplo, para vê-lo de perto.

Foto: magari blu
São 8 pessoas dentro da gaiola, que fica anexada ao barco e tem uma proteção em cima. Eu tinha receio da experiência mas me pareceu bem seguro. A minha opção por não entrar foi somente pelo clima no dia.

Foto: magari blu
O tempo dentro da gaiola varia conforme a sorte do grupo em ver os tubarões. Dependendo do número de pessoas que querem entrar na jaula, é possível até mergulhar 2 vezes. As pessoas podem pedir para sair a qualquer tempo.
Crianças acima de 10 anos podem entrar na gaiola, desde que acompanhadas pelos pais ou responsáveis. Se seu filho não for alto, pode ser incômodo para ele ter que ficar nadando o tempo todo, com a água no rosto. Para os adultos não tem esse problema, pois a água fica na altura do peito ou ombros. O mergulho em si é tranquilo, pois é apenas questão de segurar o fôlego e afundar na água, sempre dentro da gaiola.

Foto: magari blu

Foto: magari blu
No dia em que estivemos no mar, avistamos 5 tubarões diferentes. A staff os atrai com cabeças de peixe e outros tipos de isca e sangue, além de uma pranchinha preta que lembra uma foca. Vi algumas vezes os tubarões para fora d’água, tentando morder as iscas. É bem difícil de conseguir o clique, mesmo no alto do barco, pois o momento dura poucos segundos! Foi impressionante. Esse animal é gigante.






A empresa avisa que não é garantido que o barco encontrará tubarões (afinal, é vida selvagem), mas a probabilidade é grande. A baixa estação para avistá-los é de janeiro a março. Caso a turma não veja nenhum tubarão, eles devolvem 50% do dinheiro ou emitem um voucher para uma nova tentativa outro dia.

Foto: magari blu

Foto: magari blu
O mar na África do Sul costuma ser bem agitado. No nosso dia, então, estava pior ainda. Existem algumas preucações que podem ajudar a não passar mal no barco. Recomendo que sejam seguidas à risca, ainda mais em um dia de mau tempo:
– Não consuma bebidas alcoólicas na noite anterior à excursão, ou ao menos beba com moderação. Ressaca é quase que um sinônimo de enjoo em alto mar!
– Tome um remédio contra enjoo na noite anterior e outro na manhã uma hora antes de embarcar. Tem quem use aquelas pulseiras anti-enjoo no pulso.
– Não tome um café da manhã pesado na manhã do passeio.
– Não fique pensando muito no assunto! Se você já se sentiu seasick, você vai lembrar da experiência e muito dessa sensação é psicológico. Tente se convencer que você não passará mal e se esqueça disso.
– Durante o passeio, fique fora da cabine, tomando um ventinho, e evite o banheiro. Mantenha os olhos sempre no horizonte e evite fixar o olhar por muito tempo na câmera ou no celular. Fique confortável, sem nada te apertando ou incomodando, como botões e cintos.
E vale a pena?
Vale, para quem tem realmente vontade de ver o tubarão branco. Não é como um passeio de barco gostoso para tomar sol e curtir. O barco é só o meio de se chegar lá e o programa é somente ver de perto um dos predadores mais temidos do mundo.

Onde encontrar:
www.sharkwatchsa.com

Eu ia morrer de medo!
=O
🙂 Eles são enormes!!!
Acredita que eu ainda não fiz??? Mas desse ano não passa…rs Gostei das dicas