E se essa “coisa” não virar…olê olê olá…eu chego lá…!

Nas férias fui para a Grécia. Os destinos? Mykonos e Santorini. Todos me disseram que Mykonos era a farra e Santorini o descanso.

Pois bem. A temporada em Mykonos começou agitada mesmo. Na primeira noite, numa sexta feira, meu celular se afogou em cima da mesa do restaurante de tanto Mastiha que derrubaram (ou seria derrubamos?). Mastiha é um tipo de licor grego, doce, melado, que danifica seriamente dispositivos eletrônicos. Logo recomendo que tenham cuidado com seus pertences quando tiver Mastiha por perto.

Primeira noite em Mykonos, já sem celular, desconectada do mundo. No começo sofri de abstinência do status online, mas não tinha o que fazer. A loja de celular só abria na segunda feira de novo. Passei o resto do final de semana incomunicável, mas depois até que achei bom desligar a mente do que acontecia fora da ilha.

Desliguei a mente meeeesmo. Estava dormindo no hotel quando tocou o telefone do quarto:

– Senhorita Ana Maria, hoje é o check out de vocês e deve ser feito até o meio dia.

– Oi?

– Check out. Hoje. Vocês devem deixar o hotel.

– Ah não. O senhor está enganado. É amanhã, terça feira, que vamos para Santorini.

– Não não. É hoje.

– Não não, é no dia 1º de agosto.

– Ei, senhorita… Hoje é 1º de agosto.

E aí soltei aquele grito: “Today is August first??!?” – que virou motivo de chacota pelo resto da viagem.

Eu me desconectei tanto que, literalmente, não sabia nem que dia era hoje. A balsa para Santorini já havia partido e acabamos ficando um dia a mais em Mykonos. O que não foi mal também.

No dia seguinte, seguimos para Santorini, que é simplesmente maravilhoso. O pôr do sol mais lindo que já vi. Ficamos um dia na ilha porque no dia seguinte tínhamos que voltar para Mykonos novamente e dali pegar o próximo vôo.

A recepcionista do hotel disse que, já que tínhamos tão pouco tempo em Santorini, o ideal era aproveitar o dia para fazer o passeio de barco que leva até a cratera do vulcão adormecido no meio do mar e depois para um mergulho nas incríveis termas.

– Uau, deve ser o máximo.

E lá fomos nós.

Um sol de 40 graus rachando o coco, chegamos de roupinha de praia e chinelos havaianas, e quando percebi, rolava uma mega caminhada vulcão acima. Eu estava total no clima “quero ficar deitada na praia”, e era só subida, voando pó de lava preta no meu rosto, e aquele calor insuportável.

Ventava bastante, quanto mais alto se chegava, e o cabelo virou aquele nó só, as havaianas começaram a fazer bolha no pé, e a paisagem era sempre igual. Bonita, mas de longe também era lindo. “Mas o que eu estou fazendo aqui?”, só pensava isso.

Arrumei um banquinho na sombra – acho que o único – me sentei do lado de uma outra que também já tinha estourado as havaianas e esperei o super passeio terminar.

Passeio finito, voltamos para o barco. Era chegada a hora das termas! Que delícia.

Delícia? Primeiro que, com sol de 40 graus, eu quero uma água de 15 para me refrescar. Segundo que outros três barcos grandes já estavam ancorados ali e havia um monte de pessoinhas dentro do mar boiando com as cabecinhas para fora.

Sinceramente? Nem fui até as termas. Fiquei no mar do lado oposto, onde era mais fresco e mais vazio.

Fora este passeio furada, eu estava super contente de ter conhecido Santorini, porque é realmente maravilhoso. Mas havia chegado a hora de zarpar de volta a Mykonos.

Pegamos uma balsa que deveria levar 2 horas e meia. Levou 4 horas e 40 minutos.

O mar mexido, rumores de que um motor não funcionava, vento, ondas… Tudo junto e misturado aparentemente foram as razões para o pesadelo da viagem.

Até então eu estava dormindo tranquilamente, porque eu apago em qualquer lugar que se mexa. Avião, carro, trem, ônibus, barco…

Mas minha paz tinha terminado quando começou a bateção.

Eu levantei um pouco no meu próprio lugar porque estava me dando claustrofobia ficar sentada atrás de uma poltrona naquele balanço todo.

Parecia que tinham desligado também o ar condicionado. Chamei uma funcionária e perguntei sobre o ar. A resposta:

– Então, o calor vem de nós mesmos.

– Oi?

Acho que foi a pior resposta que já recebi em toda a minha vida.

– Gente, a mulher tirou um mega sarro de mim, vocês ouviram essa?

E todos os brasileiros:

– Ouvi e achei até que tinha entendido mal. Hahahahaha…

Ok… Decidi então ficar um pouquinho mais em pé, apoiada para não cair, porque estava sacudindo de verdade.

Olhei para trás e aí o que já estava ruim piorou. Um, dois, três… Vomitando. A japonesa que estava lendo desde que começou a balançar foi a primeira a puxar a fila obviamente.

Eu sou o tipo de pessoa que não pode ver alguém vomitando que eu passo mal junto. Ainda mais naquela situação.

Sentei e decidi ficar quietinha olhando para a poltrona na minha frente, pensando em outras coisas que não me dessem enjôo.

Mas o problema não é só ver alguém passando mal. Ouvir é pior ainda.

E foi assim por mais horas… E horas. Que pesadelo! Não era esse o tipo de aventura que eu queria para as minhas férias.

Eu até hoje me sinto um pouco mareada… Mas é algo que vem de nós mesmos, não é?

O lindo pôr do sol de Santorini: “quase” que vale o perrengue
Foto: magari blu

 

Posts relacionados

5 destinos para o carnaval

Por Teresa Perez Tours [...]

Os meus 10 lugares preferidos no mundo

Os destinos mais especiais que já visitei [...]

Dicas de Campos do Jordão

TV MAGARI BLU Campos do Jordão é conhecida por muitos como a Suíça Brasileira, pelo [...]

Em vídeo: ecoturismo no Brasil

As viagens de ecoturismo pelo Brasil são a grande aposta da Embratur na divulgação do [...]

5 thoughts on “E se essa “coisa” não virar…olê olê olá…eu chego lá…!

  1. Anonymous says:

    Aninha,

    fica tranquila que em todas as viagens rola um Programa de ìndio !!! Sou igualzinho a vc, não posso ver, ouvir ou sentir o cheeiro de vômito q fudeuuu…hehehehehe, tem que tampar ouvido fechar os olhos e o nariz hehehehe…bom que deu tudo certo no final !!

    bjão e se cuida!!

    quando vem denovo??

    Gui.

  2. Milla Rabello says:

    Lá estou novamente me divertindo com a sua narração!
    Ana, eu já sabia desse perrengue da caminhada do vulcão pois duas amigas passaram pelo mesmo e recomendaram que eu levasse tenis para esse passeio. Uma delas, que já estava meio gripada, evoluiu para uma pneumonia depois de mergulhar no mar (muitas noites festejando em Mykonos, bebidas, hahaha etc) , pois segundo ela foi um choque térmico sair de 40C no vulcão para um mar gelado. Agora, imagine ter pneumonia na Grécia???
    Ainda não conheco a Grécia, estou louca pra ir!!! Mas já aprendi umas dicas com outros amigos e com vc, não deixar celular e Mastilha muito próximos um do outro! hahahaha

  3. Ana says:

    rsss…
    Porque as histórias de férias sempre são MUITO engraçadas né? rs…

    bjss querida,

    Ana
    wwww.ananumdiadaqueles.blogspot.com

Comentários não permitidos.