Imagine só se um belo dia um vulcão explodisse, soterrasse uma cidade inteirinha e a fizesse sumir do mapa? Aí, em um outro belo dia, mais de 1700 anos depois, a cidade fosse encontrada por acidente em uma escavação?
Parece filme, não é? Mas é realidade. E é o lugar mais interessante em que já estive.
Estou falando de Pompéia (Pompei), na região de Nápoles, uma lição de História ao vivo e incrível, que vou tentar reproduzir, ainda que somente uma parte dela, para vocês.
A cidade foi engolida pela erupção do Vulcão Vesúvio em 79 d.C. No século XVI foram encontrados os primeiros traços da cidade, até que as escavações para explorá-la se iniciaram em 1748. Parece que muita coisa desapareceu nesse período, mas é certo que a cidade está praticamente inteira como era.
A primeira coisa que me chamou atenção foram os teatros, um grande e outro pequeno, projetados com ótima acústica para concertos e declamações de poesia.

Foto: magari blu
Mais adiante há a rua do comércio da cidade. As lojinhas são todas mais ou menos do mesmo tamanho e comportavam a casa do proprietário no andar de cima ou nos fundos.
Restaurantes tipo “fast food”, padarias, lavanderias! Existia tudo na antiga Pompéia. Muito impressionante.

Foto: magari blu

Foto: magari blu

Foram encontrados 80 pães carbonizados na escavação!
Foto: magari blu
O esgoto escorria pela ruas e, tanto para que as carroças parassem para os pedestres atravessarem, quanto para que estes não se sujassem com os resíduos, a travessia era feita pelo caminho de pedras mais altas.

Foto: magari blu
Hoje em dia, Pompéia está a cerca de 2 quilômetros do mar. Contudo, na época, o mar chegava até a cidade que contava com um porto e um enorme fluxo de marinheiros e forasteiros. E todos esses homens tinham bastante entretenimento ali.
Em Pompéia havia 25 bordéis, chamados “lupanare”! “Lupa”, loba em latim, significava prostituta, pelos uivos que elas emitiam dos andares superiores de cada “lupanara”, chamando os clientes.
O das fotos abaixo era o maior da cidade, com 5 quartos no piso térreo e mais 5 no piso superior. No térreo as instalações eram mais desconfortáveis e as “opções” menos elaboradas.
Provavelmente em razão das diversas línguas faladas ali, a saída encontrada para solucionar o problema da comunicação foram os afrescos pintados pelas paredes, onde o cliente apontava aquilo que queria sem muito esforço.

Tirem as crianças da sala!
Foto: magari blu

Foto: magari blu
Logo se chega na praça principal, o Foro, onde havia a Basilica, tipo de Tribunal da época, além de mercados, edifícios da administração pública e até banheiros públicos. O chão era todo coberto de mármore para refletir a luz do sol e da lua.
Ao fundo se vê o Vulcão Vesúvio, hoje adormecido (por enquanto)…

Foto: magari blu
Os corpos das pessoas mortas neste terrível acidente natural obviamente se decompuseram e desapareceram, porém o espaço que ocuparam ficou marcado como se fossem formas na mistura de lava e lama que soterrou a cidade.

Foto: magari blu
Assim, foram preenchidos esses espaços com gesso e moldados exatamente na forma em que morreram pessoas e animais.
Os dentes encontrados com os corpos serviram de base para saber se aquela pessoa era rica ou não. A primeira coisa que nos vem à cabeça é pensar que se estivessem mal cuidados, eram de uma pessoa pobre, certo?
Porém naquela época os ricos se utilizavam verdadeiramente da filosofia de vida “Carpe diem”, ou seja, viver o hoje com tudo que se pode, pois o amanhã é incerto.
Logo, eles comiam até não aguentar mais e depois vomitavam para conseguir continuar. E comiam mais e mais. Por essa razão, e por falta de cuidados obviamente que não existiam naquele tempo, os dentes dos mais afortunados eram muito mais estragados do que dos escravos ou dos pobres, que pouca comida tinham.
Outra curiosidade é que a avenida que levava ao porto era salpicada com pedacinhos de mármore (que estão lá até hoje), usados como refletores “olhos de gato”. A luz da lua refletia nos pontos e iluminava o caminho à noite. Mais ou menos como os trajetos de luzinhas no chão dos aviões e dos teatros e cinemas. Não é demais?
Pompéia é como estar em um filme e ver de perto os hábitos dos romanos antigos.
Uma das experiências mais fantásticas que já tive e que recomendo!

Foto: magari blu

Aninha,
sem dúvida a visita mais interessante da itália. Estive ai em 2002 e tbm achei incrível!! E chorei de rir quando explicaram a história dos lupanare…mulheres uivando??? hahahahaha…o blog ta incrível, e vc escrevendo muuito bem!! bjão. Gui São Paulino.
Hahahaha…desde que o mundo é mundo, né??
Adoro que você está sempre por aqui!!!
Bjs
É que realmente ta mto bom o blog, as histórias, as dicas, tudo..e ta escrevendo bem viu aninha…pode escrever um livro ja hehehe. bjão, to por aqui…Gui São Paulino.
Uma delícia mesmo o blog Aninha!!! E as fotos, sei que adora tb..pq revelam isso..perfeitas!!bjoooo
Adoro também! E é muito bom poder dividir tudo isso com vocês!!! Beijos
isso que ia te fala aninha hehehe, parece que vc escreve faz teeempo, e não me enganei…e ainda com tempo e mil coisas acontecendo é um prato cheio!! Continuuua!! bjao – Gui São Paulino
Adorei Aninhaaa! Demais esse artigo! bjoss, Ju Saad
Grazie, Ju!!!! Beijos
Oi, Ana. Tudo bem? Vi aqui que você está de férias, mas resolvi arriscar… Não sei se você lembre, escrevi há algum tempo um comentário aqui no blog perguntando sobre o Cinque Terre. A gente acabou indo e quando eu chegar no Brasil, envio um email para você, com dicas. Hoje, a razão do meu comentário é que estou aqui em Roma e queria ir a Pompeia, mas não estou sabendo como. Eu vi algumas excursões, mas nenhuma passa pelo o museu de lá. Por outro lado, eu não descobri se tem algum ônibus direto e estou meio com medo de me perder em Napoles, para pegar o trem para lá… Você teria alguma dica de acesso? Beijos e muito obrigada, Julia.
Oi Julia, lógico que me lembro! Mas estou com 10 dias de atraso :(… eu peguei um tour de Nápoles com ônibus, é bem perto de Pompéia. Espero que tenha dado certo! Depois me conta tudo, inclusive de Cinque Terre! Beijos
Oi, Ana! Demorei à beça, né? Mas a vida estava uma confusão aqui depois de 1 mês de férias. Como você também é advogada, pode imaginar o que era a minha caixa de emails quando voltei… 🙁
Vamos lá, então. Acabei pegando um tour de Roma mesmo, passando por Napóles. Eu queria muito fazer uma visita guia por Pompeia e não encontrei muita informação sobre este tipo de visita no site deles. Achei mais seguro, então, já sair com um guia bookado de Roma. Amei. Achei emocionante. Inacreditável. Fiquei devendo o museu, mas um dia eu volto. E aí vou também ao Vesúvio a à Pizzaria DA Michelli. : )
Cinque Terre é demais. Vivo à beça, lindo, fresco. Amamos. A gente ficou em Riomaggiore, mas acho que é melhor ficar em Motorosso al Mare, que á última das Cinque Terre, onde tem mais agitação à noite e também a praia de verdade. Outra opção é Levanto, que é fora das Cinque Terre, mas tem boas opções para ir e vir.
Nós fizemos a trilha à pé de Riomaggiore para Manarola que é bem tranquilinha, chamada Via Del'Amore. A trilha de Manarola para Corniglia estava fechada, então fizemos de trem. De Corniglia para Vernazza fomos pela trilha. Uma hora e meia de caminhada sob o sol forte de Julho, mas vale. A vista da chegada à cidade é de chorar de linda. Como já era quatro da tarde não arriscamos a trilha para Monterosso al Mare e pegamos o trem, já de biquini e chinelo para curtir a praia…. Ai, que delicia.
A gente ficou duas noites e foi bem satisfatório. Talvez eu teria ficado mais um dia para fazer a triblha de Vernazza para Monterosso. Mas, essa também fica para a próxima. : )
Enfim, amei tudo por aí. E já quero voltar na semana que vem. Hoje li seu post lindo sobre a decisão de viver na Italia e a concretização deste projeto. Absolutamente inspirador. Parabéns. Por tudo. Um grande beijo, Julia.
Julia, gostei tanto das dicas que fiz um post em sua homenagem! Dá uma olhada: http://magariblu.blogspot.com/2011/08/cinque-terre-e-dica-da-leitora.html
Obrigada!
Um beijão