Magari blu ajuda: a escolha do tipo de cadeado para mala

Hoje em dia não tem mais quem viaje com a mala destrancada. Infelizmente, estamos sujeitos a ter nossos pertences revirados e furtados em qualquer aeroporto do mundo. E o pior é que nem sempre o cadeado ajuda efetivamente a minimizar esse problema.

Alguns tipos de cadeado e do próprio zíper da mala são super fáceis de arrombar. Muitas vezes eles fecham novamente a sua bagagem e você só se dá conta que tem algo faltando quando a desarruma depois, já em casa.

Isso porque cadeados que unem dois fechos de zíper permitem que eles sejam facilmente movimentados, ainda que juntos. O bandido usa então uma caneta para furar o zíper, abri-lo e, consequentemente, ter acesso a tudo que está dentro da sua mala. Depois volta com os fechos de forma a lacrar o zíper de novo e você nem desconfia do que aconteceu quando pega sua mala na esteira. Acredite: tem até vídeos no YouTube que ensinam como arrombar malas assim!


Qual a saída então? Malas que vêm com cadeados fixos em sua estrutura, aqueles com segredos de 3 ou 4 combinações, são mais seguras. Isso porque, uma vez que os fechos estão firmes e presos, não é possível arrombar o zíper e fechá-lo novamente, como no caso acima.

Mandarina Duck lock
Mala da Mandarina Duck com cadeado fixo com segredo
Foto: Reprodução

Minhas malas todas têm esse sistema e até hoje nunca tive problemas de furto. No entanto, esses cadeados se revelaram sensíveis e já me deixaram em apuros! Não abriram não, pelo contrário.

Às vezes com o impacto de uma mala jogada no chão, tanto pelos funcionários do aeroporto, pelo mensageiro do hotel ou até por nós mesmos, o cadeado bate no solo e as pecinhas que estão dentro dele dão uma ligeira movimentada. O que acontece? O cadeado muda de segredo!

A combinação sofre uma alteração e aí, quando você tenta abrir com seu código, não consegue. Já passei por isso algumas vezes com malas de marcas variadas como Rimowa e Mandarina Duck. Se você tiver aquela chavinha que reseta sua senha, pode tentar fazer isso. Mas como ocorreu comigo em viagens e, claro, não a carreguei comigo, a solução encontrada foi braçal, porém eficiente.

Você pode tentar combinação por combinação e isso levará horas. Mas tenha em mente que algo escapou e provavelmente somente um número foi para baixo ou para cima. Portanto, deixe o segredo antigo, e suba e diminua cada número dele. Por exemplo, se seu código era 123, tente 023, 223, depois 113 e 133, e assim sucessivamente. Você conseguirá abrir o cadeado em poucas tentativas! 😉

Delsey lock
Detalhe do cadeado fixo na mala Delsey
Foto: Reprodução

Os modelos mais seguros que conheço são os de titânio da Rimowa. As malas não têm zíper e são totalmente lacradas. Têm o custo mais elevado, por causa do material de que são feitas, mas podem ser uma boa opção para quem prefere se prevenir.

Topas Titanium - Rimowa
Topas Titanium da Rimowa:
Sem zíper e com maior dificuldade de arrombamento
Foto: Divulgação

Ah, vale lembrar que equipamentos eletrônicos tipo iPad, iPod e máquina fotográfica não devem ser despachados na mala e sim levados na bagagem de mão. Menos tentação para quem tem acesso à sua mala toda escaneada no raio x!

Ana Maria Junqueira está sempre viajando pelo mundo. É editora do Magari blu, consultora em viagens e a embaixadora de viagens da Perrier no Brasil.

Posts relacionados

O grafitti de Keith Haring em Itacaré

Viagens culturais por Ana Luiza Brant Você sabia que um dos nomes mais expressivos da [...]

Casa Turquesa em Paraty

Viagens pelo Brasil por Priscila Bentes A movimentação de barcos coloridos e saveiros com turistas [...]

Roteiro em Jericoacoara

Para a estreia da minha coluna no blog do Circuito Elegante organizei um roteiro completo pela [...]

Chapada Diamantina

Por Roberto Farkas Bitelman [...]

2 thoughts on “Magari blu ajuda: a escolha do tipo de cadeado para mala

  1. deborah says:

    acordei de sobressalto preocupada com minha nova malinha da rimowa que não abria e, vasculhando na internet pelo celular caí no teu blog e li um parágrafo que você escreveu me fez entender o que aconteceu!

    entendi que no trajeto de uma quadra e meia do ponto de ônibus até a minha casa, meu segredo “mudou” de tanto chacoalhar na calçada (calçada brasileira é uma maravilha… super bem feita, parece que você ‘tá numa trilha…).

    me deu um click, parei de ler e tentei mudar um número do segredo pra cima.
    nada.
    voltei o segredo e mudei o número do lado pra baixo.
    plim! abriu.

    nem acreditei!!!

    fazia quase uma semana que eu ‘tava com a malinha fechada, sem poder tirar o que tinha dentro…

    depois continuei a ler teu post e você dizia pra fazer exatamente aquilo que eu havia pensado: se mudou algum número da combinação do segredo pelo fato da mala ter chacoalhado, a senha deve ter mudado pra algum número próximo!

    dito e feito.

    sei que é um defeito de fabricação da mala, e convenhamos que uma mala de 1.900 reais não deveria ter NENHUM defeito, mas depois de feita a compra, agora inês é morta. rs!

    essa é a melhor solução até agora.

    o problema vai ser quando dois ou três números mudarem ao mesmo tempo.
    daí vai ser “análise combinatória” da matemática do segundo grau na veia.

    obrigada por me ajudar!

    • Magari blu says:

      Oi Deborah, já passei pela mesma situação que você. Às vezes uma pancada que nem percebemos faz com que a engenhoca do cadeado se movimente e ele “grava” uma nova senha. Que bom que deu certo, que pôde aproveitar a nossa dica! 😉

Comentários não permitidos.