Tendências em viagens por Rogéria Pinheiro
De olho na nossa necessidade crescente de vivenciar o velho como o novo e a simplicidade como o precioso, foi a Índia o objeto da minha última coluna, pela sua intensidade em tantos aspectos e, principalmente, por seu povo acolhedor. Apesar de cada nação ter o seu motivo que a diferencia diante do resto do planeta, certo é que o Butão é um país que também merece ser destacado quando se fala em um povo com um quê especial.

Foto: Reprodução
Fechado para o “capitalismo selvagem”, o Reino do Butão preserva os valores do budismo de maneira genuína e de maneira incorporada no dia a dia das pessoas. Apesar de figurar entre os países mais pobres do mundo, é conhecido como Reino da Felicidade. Suas práticas, muitas delas milenares, são preservadas, desde o cultivo da terra, cultura e rituais religiosos.
O povo é tão gentil e amável que chegam a ser pueris, sempre prontos a dar o melhor de si pelo outro – sorte de quem visita esse país tão peculiar que vem resistindo bravamente às intensas e constantes evoluções tecnológicas dos seus vizinhos gigantes, a China e a Índia.

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Viajar pelo Butão é como viajar no tempo, entre vales que até parecem pintados à mão e silenciosos templos. Experimentam-se sensações indescritíveis que deixam vivas lembranças para sempre. Se você escolher conhecer esse encantador reino durante um dos seus diversos festivais, toda essa paz será transmitida de uma maneira mais cheia de vida.
Durante as festividades, visitantes vêm de todas as partes do país para vivenciar momentos especiais com seus amigos e familiares, fazendo dessa época uma incrível oportunidade para conhecer mais ainda a essência desse povo tão carismático.

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O Festival Tshechu de Paro é considerado um dos mais importantes do país e se inicia no 100º dia do mês lunar, quando dançarinos, músicos, monges, mulheres elegantes e crianças sorridentes celebram por 5 dias a vida do Guru Rimpoche, guia espiritual dos butaneses, e que levou o budismo ao Butão em meados do século VIII. Os dançarinos interpretam personagens como deuses sinistros, deusas com compaixão, animais míticos, heróis e demônios, e em meio aos cheiros, sons e cores distribuem bênçãos àqueles que assistem ao espetáculo.

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O último dia do Tsechu é o mais fascinante, é quando uma enorme tangka – um desenho sagrado, feito em tecido e todo bordado à mão – é mostrada ao público. Isso só acontece uma vez por ano e apenas durante um período de quatro horas, das 4h às 8h, antes que a luz do sol possa afetar o tecido.
Para completar, conhecer Monastério Taktshang é obrigatório, mais conhecido como “O Ninho do Tigre”. O templo foi erguido em 1692 sob o comando do Guru Rinpoche. Está a 900 metros acima do vale de Paro, onde, segundo a lenda, Rinpoche teria meditado por sete semanas. Após cerca de três horas de subidas íngremes pela desafiadora trilha que leva ao Monastério, sempre cruzando com butaneses sorridentes pelo caminho, o viajante recebe um prêmio único: uma vista de tirar o fôlego e sensação de paz que nenhum cartão postal poderá proporcionar! A melhor época para visitar o Butão é entre os meses de abril e maio ou outubro e novembro – e o próximo festival acontece de 11 a 15 de abril de 2014.
*Veja mais sobre os festivais no Butão aqui.
*Formada em turismo, Rogéria Pinheiro é apaixonada por viagens e pela arte de fazer sonhos. Ao longo de 15 anos construiu uma sólida carreira no mercado de viagens de alto padrão e visitou destinos incríveis. Hoje atua com a sua consultoria especializada junto às mais sofisticadas agências e operadoras de viagens do Brasil. No Magari blu, apresenta aos leitores as tendências em viagens e o que está na moda pelo mundo do turismo.


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