Magari blu ajuda: 10 dúvidas frequentes sobre a viagem à África do Sul

Viagens pela África por Fernanda Fleury

Muita gente tem dúvidas quando planeja uma viagem para a África do Sul pela primeira vez. Aqui, as 10 dúvidas mais frequentes que recebo e as suas respostas. Espero que ajude!

Preciso de visto para ir para a África do Sul? Existe algum outro documento necessário para embarcar?

Não, brasileiros a passeio não necessitam de visto para entrar na África do Sul. Porém um documento extremamente importante, e que sem ele você não embarca, é o Certificado Internacional de Profilaxia (o CIVP, ou a famosa carteirinha de febre amarela) reconhecida pela Anvisa. Atente-se a dois pontos importantes na hora de tomar a injeção de febre amarela:

– A carteirinha deve ser reconhecida pela Anvisa. Não adianta tomar a vacina em postos de saúde que não têm essa carteirinha pois não são aceitos no embarque. A carteira da Anvisa está escrita em português e inglês e o posto mais comum de vacinação é no Hospital das Clínicas em São Paulo. Para mais informações e locais de vacinação, acesse o site: www.portal.anvisa.gov.br

– A vacina deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem.

– O processo é rápido e a carteirinha é emitida na hora.

Qual é a moeda local e qual seu valor referente ao real?

A moeda da África do Sul é o rand. Hoje o real encontra-se favorável à moeda sul-africana. Para a conversão para real, divida o valor em rand por 4,72. Cartões Visa e MasterCard são amplamente aceitos no país.

Johannesburgo é realmente uma cidade violenta? Tenho que tomar algum tipo e cuidado?

Assim como qualquer cidade grande, Johannesburgo exige cuidados, porém está longe de ser a cidade perigosa e violenta como é taxada. Muita gente reforça esse perigo sem mesmo nunca ter vindo para cá. Para quem mora em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, perceberá que a cidade é bastante tranquila, com pessoas extremamente simpáticas. Os cuidados que devem ser tomados são os mesmos que em qualquer cidade grande: não ande sozinho à noite e não circule por áreas que podem ser mais perigosas ou escuras (não faríamos o mesmo em nossa cidade, certo?). No mais, venha tranquilo e se permita conhecer Johannesburgo, que vai te surpreender! Aqui estão as nossas dicas.

Existem vários tipos de safári. Qual devo escolher?

Não existe um único safári ideal, mas existe o safári que melhor se adequa às suas exigências e ao seu bolso! Essa é a minha primeira dica. Se você fizer uma rápida busca na internet, verá que a África do Sul oferece divesas opçõea de safáris, em diferentes regiões, com propostas bem similares. Cabe a você então fazer a escolha, considerando os seguintes pontos:

– Preço: geralmente os hotéis oferecem um valor fechado por dia e por pessoa com os seguintes itens inclusos: refeições (café da manhã, almoço e jantar), game (nome que eles dão para o safári em si, feito com guias especializados, em veículos 4×4) e hospedagem. Dependendo da distância, um voo até a reserva do hotel será necessário. Geralmente o aéreo não está incluso.

– Distância: a ida para o Kruger, por exemplo, pode ser feita de avião (aproximadamente 45 minutos) ou de carro (mais ou menos 5 horas). Tudo dependerá de sua disposição, espírito aventureiro e tempo.

– Animais: certifique-se que a reserva em que seu hotel está localizado comporta os “Big Five”, ou seja, os principais animais do continente africano (elefante, búfalo, rinoceronte, leão e leopardo). Hotéis que têm esses animais costumam ter uma tarifa um pouco mais cara pois geralmente são reservas maiores. Mas é claro que vale cada centavo. Lembre-se que também existe um fator de sorte no safári. Tem gente que vai pela primeira vez e consegue ver todos os animais. Outros já foram várias vezes e ainda não tiveram a chance de ver o leopardo, por exemplo (aliás, considere-se sortudo caso o veja). Recomendo a reserva de Sabi Sands e Kruger. Ambas abrigam diferentes lodges com os mais diversos preços.

A simpática girafa na África do SulFoto: Fernanda Fleury
A simpática girafa na África do Sul
Foto: Fernanda Fleury

Quantos dias devo ficar em cada destino durante a minha ida para a África do Sul?

Acredito que os períodos abaixo em cada região são os mais apropriados e menos cansativos:

Johannesburgo: 2 noites (assim dá para fazer um dia de passeio, considerando um dia de trânsito para outras regiões);

Cape Town: no máximo 4 noites em Cape Town + 1 ou 2 noites nas regiões de vinícolas (Franschhoek, Stellenbosch e Constantia), dependendo de seu interesse por gastronomia e vinhos. Caso curta muito esta parte, recomendo ficar três noites;

Safári: o safári pode ser o máximo, principalmente se você estiver vindo pela primeira vez, mas muitos dias pode tornar o passeio repetitivo e cansativo. Aconselharia três noites, no máximo.

Quero levar meu filho na viagem. Vou conseguir levá-lo em algum safári?

As crianças amam a África do Sul. É uma experiencia única para que os pequenos estejam em contato com os bichos e com a natureza. Apenas atente-se que determinados hotéis não aceitam crianças menores de 6 anos, já que muitas vezes eles se cansam e acabam atrapalhando o passeio. Mas não deixe de trazê-los. Existem safáris que aceitam crianças. Além disso, Johhanesburgo tem alguns parques que são como “Simba safáris” próprios para eles. Com direito a entrar na jaula do leaãzinho bebê! Cape Town é uma delícia com os filhos – confira aqui as dicas.

Qual é a melhor época para ir à África do Sul?

O verão sempre é uma época mais agradável para viajar. Aqui o verão é como no Brasil (dezembro/janeiro) e chove um pouco mais na região onde estão concentrados os safáris. Então existe a possibilidade de as chuvas acontecerem com mais frequência e os animais mais reclusos. Em Cape Town, o tempo é super firme nessa época do ano e muito agradável.  Já no inverno (junho/julho/agosto), a região dos safaris está mais seca e a probabilidade de ver bichos é mais alta. Por outro lado, em Cape Town chove bastante. Acredito que os meses de abril, maio, setembro e outubro sejam boas épocas para vir para cá.

Além dos destinos mais comuns como Cape Town, Johannesburgo e Kruger, você sugere algum outro destino?

Como sempre digo aqui no Magari blu, a África é uma grata supresa! Sim, existem vários destinos a serem visitados, muitos deles considerados paradisíacos que, se seu bolso e tempo permitir, você tem que ir! Lugares como: Seychelles, Mauritius, Ruanda (para ver os gorilas), Zimbabue e Zambia (para ver Victoria Falls – umas das maiores cachoeiras do mundo), Kenya (para ver a migração dos animais) são algums dos destinos que estão a poucas horas de avião de Johannesburgo.

Preciso contratar um guia ou posso dirigir sozinho? A carteira de motorista do Brasil é aceita?

Em primeiro lugar, é importante reforçar que a mão de carro aqui na África do Sul é a inglesa, ou seja, mão direita. Pode ser que no primeiro dia você se atrapalhe um pouco até pegar o jeito, mas acredite, não é um bicho de sete cabeças. Com um bom GPS, não há a necessidade de um guia, se você estiver disposto a alugar carro, e poderá ficar mais à vontade fazendo o itinerário em seu tempo. As estradas e as ruas são ótimas, o sul-africano é bem educado no trânsito (herança inglesa), então alugar um carro é uma ótima saída.

Sim, a carteira de motorista brasileira é aceita por aqui. Caso você tenha a certeira internacional, melhor. Fique atento apenas com a questão da velocidade e de bebida alcólica combinada com direção. A polícia na África do Sul não é nada fácil e mesmo com o “jeitinho brasileiro, você pode ter problemas. Evite beber e dirigir.

Devo me preocupar com o Ebola na África do Sul?

Esta é a pergunta que tenho escutado com mais frequência nos últimos tempos. Não, você não deve se preocupar com o Ebola aqui na África do Sul. Isso porque o surto existe sim no continente africano, porém está muito longe da África do Sul. E quando digo longe, é longe mesmo. Alguns dados que te deixarão mais tranquilos:

– O continente africano é maior que os EUA, Índia, China, Europa e Japão combinados.

– A África não é um único país, mas sim, um conjunto de nações independentes (cada qual com sua fronteira). Hoje, a África do Sul fechou suas fronteiras com países que passam pelo surto de Ebola.

– As principais zonas onde estão os safáris são na zona extrema sul do continente (assim, como Cape Town e Johannesburgo), ficando a milhares de quilômetros das zonas de surto. Para se ter uma ideia, Cape Town está a mais de 5.000 quilômetros de uma zona considerada perigosa. Essa distância é maior do que a distância da zona infectada até a Espanha, por exemplo.

Venham sem preocupações e aproveitem essa viagem que tem tudo para ser inesquecível!

Fernanda Fleury é publicitária e em 2012 mudou-se para Joanesburgo na África do Sul. Desde então, tem mergulhado na cultura e nos destinos maravilhosos no continente africano. Em sua coluna, divide com os leitores as suas viagens e dicas, desde os roteiros mais tradicionais aos passeios exóticos e inusitados pelos vários países da África.

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4 thoughts on “Magari blu ajuda: 10 dúvidas frequentes sobre a viagem à África do Sul

  1. Fernanda RM says:

    Ola Fernanda, estou planejando uma viagem pela Garden Route em novembro, indo de Cape Town ate Port Elisabeth de carro. Quais sao os lugares imperdiveis da Rota Jardim? Vale a pena uma parada em Hermanus mesmo quando a temporada de whale watching ja terminou? E qual reserva/safari proximo a Port Elisabeth voce recomendaria? Me desculpe por tantas perguntas de uma so vez! 🙂 Obrigada, Fernanda

    • Fernanda says:

      Olá Fernanda! Você vai adorar a Garden Route! Sim, vá para Hermanus porque a cidade é uma graça. Além de lá sugiro: Cape Agulhas, Plettensberg, Knysna, Wilderness, Tsitsikama, Cape St Francis, St Francis Bay e Claro, Port Elisabeth. Infelizmente não tenho indicação de safaris em PE, já que os mais conhecidos estão mais próximos de Johannesburgo. Tenho diversos post no Magari Blu com dicas da Rota do Jardim. Sugiro você dar uma olhada!!! Espero que goste! Abs, Fernanda

  2. Candice Kawamura says:

    Olá Fernanda,

    Tenho somente uma noite em Johannesburg, gostaria de uma indicação de restaurante.
    Curtimos gastronomia e creio que as melhores dicas são encontradas por aqueles que residem nas cidades, dessa forma fugimos de frequentar lugares turísticos .
    Pesquisei o 500 , porém achei um pouco sério . Você poderia nos sugerir outro?
    Obrigada
    Candice kawamura

    • Fernanda says:

      Oi Candice, o 500 realmente é bem gostoso e o hotel Saxon, onde o restaurante está localizado, é lindíssimo. Mas se você quer algo menos informal, sugiro você tentar o DW eleven – thirteen (esse é o nome do restaurante…loooongo..rs). Ele é muito bom, moderninho e bastante agradável. Sugiro que você faça reserva! Depois conta para a gente que achou! Beijos

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